O município de Barro Alto vive um momento delicado na administração pública. Denúncias que vieram à tona após vídeos divulgados pelo jornalístico Fala Vilar têm levantado questionamentos sobre contratos, gastos públicos e a condução política do município.Uma das situações que mais chamou a atenção envolve o prefeito Dadê Oliveira. De acordo com informações divulgadas publicamente, logo após iniciar a construção de uma mansão no distrito de Gameleira, a Prefeitura teria firmado contrato com uma empresa de materiais de construção localizada no mesmo distrito.
Somados, os pagamentos realizados pela prefeitura a essa empresa já ultrapassariam R$ 2,5 milhões. Entre as notas fiscais apresentadas estariam itens como furadeiras, serras e parafusadeiras, registrados como “material de consumo” da Secretaria de Administração. Há ainda questionamentos sobre possíveis recursos de áreas sensíveis, como educação e assistência social, que teriam sido utilizados nesses contratos.Outro ponto que gerou repercussão foi o pagamento de quase R$ 100 mil em materiais de construção apenas no mês de julho de 2025 para três empresas diferentes:Mercadão Multicolor — cerca de R$ 16 mil, empresa ligada ao genro do vice-prefeito Bilay.Allan Materiais — aproximadamente R$ 47 mil, ligada a Evandro, da comunidade de Lagoa Funda.
Madeireira II Irmãs — cerca de R$ 26 mil, pertencente ao pai da secretária de Esporte.Apesar dos valores pagos, moradores questionam a falta de obras visíveis no município. Segundo relatos, nenhuma escola, posto de saúde ou praça teria passado por reformas recentes que justificassem a compra desses materiais.Além das denúncias envolvendo contratos, a população também tem reclamado da situação das estradas vicinais. Com a chegada do período chuvoso, moradores de diversos povoados relatam dificuldades para se deslocar, com trechos tomados pela lama e comunidades ficando praticamente isoladas.Outro tema que tem sido comentado nos bastidores políticos é o papel do secretário de Administração e Fazenda, Terêncio Neto. Segundo relatos de lideranças locais e moradores, ele estaria concentrando grande parte das decisões administrativas da gestão, situação que tem gerado críticas e debates no município.Diante das denúncias e da repercussão pública, cresce a pressão para que órgãos de controle, como o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia e o Ministério Público do Estado da Bahia, analisem os contratos e apurem possíveis irregularidades.
Enquanto isso, moradores cobram transparência, melhorias nos serviços públicos e respostas claras da administração municipal sobre os gastos realizados e as prioridades da gestão. Em meio às polêmicas, a população de Barro Alto acompanha atenta os próximos desdobramentos da crise política que se instala no município.

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