O Hospital Materno Infantil de Ilhéus vive um dos momentos mais delicados de sua história. Denúncias recebidas por diferentes canais apontam para a existência de um ambiente de trabalho considerado tóxico, marcado por relatos de assédio moral, ameaças, perseguições e intimidações contra profissionais da unidade.
Segundo informações que chegaram ao conhecimento de representantes da sociedade civil e de trabalhadores da saúde, as práticas estariam sendo atribuídas à conduta de um diretor da instituição, que, de acordo com os relatos, utilizaria o cargo e a hierarquia administrativa como instrumento de pressão psicológica sobre equipes e servidores.
As falas atribuídas à gestão, conforme os denunciantes, incluiriam ameaças veladas, constrangimentos reiterados e posturas incompatíveis com a função pública, configurando, em tese, assédio moral institucional. Ainda conforme os relatos, o mesmo gestor responderia a ação judicial relacionada a suposto enriquecimento ilícito, fato que agrava a gravidade das denúncias e reforça a necessidade de apuração rigorosa e transparente.
É importante destacar que denúncias formais já teriam sido protocoladas junto às ouvidorias competentes, o que indica que a situação ultrapassou o limite do desconforto interno e passou a exigir providências institucionais. Caso os fatos sejam devidamente comprovados, fica evidente que a manutenção de um ambiente hostil compromete não apenas os trabalhadores, mas também a qualidade da assistência prestada à população, especialmente em uma unidade voltada ao cuidado materno-infantil.
Diante desse cenário alarmante, cresce a cobrança para que a Fundação Estatal de Saúde da Família (FESF-SUS) adote, em caráter urgente e terminativo, todas as medidas legais, administrativas e disciplinares que lhe cabem. A omissão diante de denúncias dessa magnitude pode significar conivência com práticas que violam direitos trabalhistas, princípios da administração pública e, sobretudo, a dignidade humana.
A sociedade espera respostas. Silenciar diante de possíveis abusos é permitir que o medo substitua o compromisso com a saúde pública. O Hospital Materno Infantil de Ilhéus precisa voltar a ser um espaço de cuidado, acolhimento e respeito

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