Na manhã desta quarta-feira, por volta das 9h30, a Polícia Militar de Ibicaraí realizava rondas ostensivas no município de Itapé quando foi acionada por um transeunte que denunciou a prática de agiotagem, extorsão, ameaças e apropriação indevida de cartões do Bolsa Família.
Segundo a denúncia, um indivíduo estaria naquele momento realizando saques em nome de beneficiários em uma casa lotérica localizada na Praça Fenelon Santos. O denunciante repassou à guarnição as características físicas do suspeito, bem como do veículo utilizado, uma Strada branca, placa PLH9D10.
De imediato, a guarnição se deslocou até o local e, ao se aproximar da lotérica, confirmou que o indivíduo correspondia à descrição informada e se encontrava de saída do estabelecimento. Foi realizada a abordagem pessoal e a busca veicular, momento em que os policiais encontraram em posse do suspeito cartões do Bolsa Família pertencentes a terceiros.
O homem foi identificado pelas iniciais L. S. A.. Com ele, foram localizados os cartões do Bolsa Família pertencentes a L. S. P. e R. J. N., além de comprovantes de saque, senhas anotadas e os valores sacados: R$ 960,00 referentes a um dos benefícios e R$ 120,00 referentes ao outro.
Durante a averiguação, também foram encontrados no veículo diversos extratos de saques realizados em datas anteriores. Com o suspeito ainda estavam a quantia de R$ 299,00 em dinheiro, um talão de cheques com canhotos preenchidos com diferentes valores e um aparelho celular.
Diante da confirmação dos fatos, a guarnição conduziu o suspeito até a Delegacia de Polícia de Itapé. Também foi apresentada a atendente da lotérica, identificada pelas iniciais I. S. R., responsável por efetuar os saques realizados pelo suspeito.
Na delegacia, compareceu uma das vítimas, identificada pelas iniciais R. J. N., proprietária de um dos cartões do Bolsa Família, que confirmou as denúncias e relatou a utilização indevida do benefício.
Apesar da apresentação do suspeito, da vítima e do material considerado ilícito, a autoridade policial competente não lavrou o Auto de Prisão em Flagrante (APF), fato que chamou a atenção diante da gravidade das acusações. O caso segue sob apuração.

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