O drama político ilheense acaba de ganhar um novo capítulo digno de série de TV. De um lado, um ex-prefeito que, aparentemente, coleciona desafetos com a mesma habilidade que colecionava bajuladores durante o mandato. Do outro, um ex-assessor cuja devoção ultrapassou os limites da amizade e chegou à perigosa fronteira do fiador financeiro – ou como preferimos chamar, o “avalista do ego alheio”.
Prepare-se para mergulhar em uma história que envolve dinheiro, traições, vaidades, e, claro, um portão de condomínio fechado com um interfone mais implacável do que a Receita Federal.
(A Amizade Que Nunca Foi – Apenas Bajulação de Luxo)
Mário Alexandre, o popular Marão, gostava de jogar no modo “rei rodeado de súditos”. Durante seu tempo na Prefeitura, ele montou uma espécie de circo político onde o espetáculo principal eram os elogios incessantes de seus assessores – entre eles, o lendário João Mamão. O ex-assessor era praticamente o “papagaio de pirata título de ouro” da política local, grudado no chefe em todas as fotos, vídeos e decisões que, frequentemente, geravam mais memes que aplausos.
Mas a história mostra que toda bajulação tem prazo de vencimento. E, nesse caso, ela venceu no dia em que Mamão descobriu que ser um “amigo do peito” do prefeito não lhe garantia proteção contra portões fechados nem a devolução de empréstimos suspeitos.
(O Empréstimo: Uma Ponte (De Pedágio) Para a Ruína)
Aconteceu o inevitável em todo relacionamento baseado em idolatria: veio o pedido. “Me empresta que eu te pago!” teria sido o “canto da sereia” utilizado por Marão para convencer Mamão a bancar um empréstimo. Porém, o que Mamão realmente bancou foi sua própria ingenuidade. Com Marão no papel de “amigo em apuros” e Mamão como fiador de uma dívida nebulosa, o que parecia um singelo gesto de lealdade transformou-se em um calote histórico.
Entre os boatos de que Mamão teria se desdobrado para garantir o tal empréstimo e as fofocas de bastidores que apontam que nem café pelo interfone ele conseguiu depois disso, uma coisa é certa: “quem empresta esperando gratidão, recebe, no máximo, o som do portão”.
(O Portão Automático da Traição)
Por falar em portão, eis o emblemático símbolo dessa novela política. Segundo relatos, João Mamão teria tentado um último ato de amizade: visitar Marão em seu condomínio para, quem sabe, tratar a dívida pessoalmente (quem nunca tentou cobrar cara a cara para evitar desculpas no estilo “esqueci o boleto”?). Porém, ao chegar lá, a surpresa: o portão não abriu. A segurança do local foi direta: Mamão não entra. É, parece que as amizades que antes eram “do peito” agora dependem de autorização prévia – algo que o ex-assessor aparentemente não tinha.
Esse portão não apenas fechou fisicamente, mas também simbolicamente. Ele escancarou o fim de uma relação que, na verdade, talvez nunca tenha existido fora dos holofotes.
(Mamão Não Aguentou e Jogou Tudo para a Imprensa)
Impedido de entrar e provavelmente cansado de esperar qualquer justiça divina, João Mamão decidiu tomar uma atitude à altura do “calote portoaniano”: expor tudo para a imprensa. Assim, o sigiloso empréstimo virou manchete, e a fofoca local ganhou proporções dignas de trending topic. O ex-assessor não pensou duas vezes em contar com riqueza de detalhes como Marão, o ex-prefeito queridinho da elite local, havia transformado sua fidelidade em um Venmo da desilusão.
O escândalo se espalhou como fogo em mato seco. E, agora, Ilhéus testemunha uma guerra aberta entre amigos que nunca foram amigos, mas que definitivamente se merecem.
(Onde Este Circo Vai Parar?)
Os dois lados já estão manchados. Marão, que já enfrentava críticas pela forma como governou, agora carrega a reputação de alguém que fecha portões e esquece dívidas. Mamão, por sua vez, deixou claro para o público que, para ele, bajulação política tem limites – e esse limite é cruzado quando o dinheiro não retorna.
(A Moral do Caos: Bajuladores e Bajulados Se Merecem
No fim das contas, a história de Marão e Mamão é mais do que uma fofoca política – é um estudo sobre vaidades, interesses e alianças baseadas no comum acordo de “eu te elogio e você finge que me valoriza”. Quando o dinheiro entrou na equação, o castelo de areia desmoronou como esperado.
Mas sejamos sinceros: talvez o maior espetáculo de todos não seja a ruína da amizade, mas o fato de que, mesmo depois de tudo, todos – tanto Marão quanto Mamão – saem como protagonistas de mais um circo que só a política Ilheense consegue montar. O pano de fundo? Um portão automático, um empréstimo não pago e uma amizade que nunca foi real.
Porque, no final, o único verdadeiro capítulo dessa história é: eles se merecem.


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