Marcelo Belitardo parece estar vivendo em um mundo de ilusões. Acreditando que a reeleição é um fato consumado, vem colecionando desafetos e perdendo apoio em diversos segmentos da sociedade. Uma postura que lembra perigosamente o caso de ACM Neto, que pagou caro nas urnas por sua arrogância.
Enquanto Belitardo se regozija em sua suposta popularidade, seus adversários avançam a passos largos. Uldurico Júnior, com seu incansável corpo a corpo nas periferias, vem conquistando o coração dos eleitores mais humildes. Já o Coronel França, com sua retórica conservadora e por não ter sido testado ainda, angaria cada vez mais simpatia entre os formadores de opinião, os cristãos de extrema direita e os saudosos do bolsonarismo.
O prefeito, por sua vez, parece alheio à realidade. Sua base de sustentação na Câmara Municipal, composta por vereadores fiéis que sempre o defenderam contra os ataques do irmão e do famigerado Lucas Bocão, começa a ruir. Em vez de valorizar esses aliados de primeira hora, Belitardo prefere articular nos bastidores para eleger amigos íntimos, em uma clara demonstração de desprezo por aqueles que sempre lhe deram suporte.
Até mesmo Luizinho, o mais servil dos vereadores, começa a perder o brilho no olhar diante das manobras do prefeito e da primeira-dama. Ao que parece, o casal prefere uma câmara renovada, repleta de novatos manipuláveis, do que a lealdade daqueles que os ajudaram a realizar os seus feitos.
A soberba de Belitardo o impediu de aprender com os erros de seu padrinho político, ACM Neto. Ao desprezar aliados históricos e se considerar imbatível, o ex-prefeito de Salvador viu seu castelo de cartas desmoronar nas urnas. Um destino que pode se repetir em Teixeira de Freitas, caso o atual mandatário não mude sua postura.
A política é um jogo de altos e baixos, e Belitardo parece ter se esquecido disso. Ao pisar nos outros enquanto está no topo, o prefeito corre o risco de se ver sozinho quando a maré virar. E, pelo andar da carruagem, esse momento pode estar mais próximo do que ele imagina.
Resta saber se Marcelo Belitardo terá a humildade de reconhecer seus erros e ter mais consideração com aqueles que o ajudaram a chegar ao poder. Caso contrário, o castelo de cartas que ele construiu com tanto esmero pode ruir de forma espetacular, sepultando de vez suas chances de reeleição. A história está repleta de exemplos de líderes que sucumbiram à própria arrogância, e o prefeito de Teixeira de Freitas parece determinado a engrossar essa triste estatística.

Faça um comentário