ESCÂNDALO DE AUTOPROMOÇÃO NO CARNAVAL PÕE MARÃO E SOANE GALVÃO EM RISCO DE PERDER MANDATO POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

O prefeito de Ilhéus, conhecido como Marão, está no centro de mais uma polêmica envolvendo uso indevido de recursos públicos para autopromoção. Seguindo o exemplo do superintendente de comunicação Emenson Silva, Marão investiu através da prefeitura em mini trios e blocos de carnavais locais, uma prática comum e legal, porém, abusou ao permitir que esses eventos promovessem constantemente seu nome e o da esposa, a deputada estadual Soane Galvão, com falas, camisas e menções em faixas fixadas ao trio.

Este comportamento, claramente configurando ato de improbidade administrativa, vem se tornando uma marca na gestão de Marão. Recentemente, Emenson Silva foi acusado de utilizar a máquina pública para promover um curso particular do qual é responsável, gerando indignação na comunidade e promessas de levar o caso ao Ministério Público.

Não apenas isso, mas o caso de Michelle Docio, funcionária efetiva da prefeitura de Ilhéus e esposa do supersecretário de gestão Bento Lima, também chama a atenção. Michelle, que tem proventos acima de 16 mil reais de acordo com o portal da transparência da prefeitura de Ilhéus, foi acusada de se autopromover como DJ em uma festa da prefeitura, evidenciando um padrão de conduta questionável dentro da administração municipal.

O princípio da impessoalidade, estabelecido na Constituição Federal, é claro ao afirmar que a atuação dos agentes públicos deve ser imputada ao Estado e não à pessoa física do agente. Além disso, a própria Constituição Federal estabelece que é vedada a utilização do aparelho estatal para fins de autopromoção ou promoção pessoal.

Diante desses abusos flagrantes e recorrentes, a necessidade de uma intervenção imediata e assertiva por parte das autoridades competentes, como o Ministério Público e a Polícia Federal, torna-se não apenas necessária, mas indispensável. A situação em Ilhéus, protagonizada por Marão, Soane, Emenson Silva, Bento Lima, Michelle Docio, e demais membros da administração envolvidos em práticas de autopromoção, demonstra um desdém à Constituição Federal e uma afronta direta ao princípio da impessoalidade que deve reger a atuação dos agentes públicos.

Os munícipes de Ilhéus estão sendo lesados por uma gestão que desvia recursos e atenção para a manutenção de um projeto de poder pessoal e político, em claro detrimento do interesse público e da moralidade administrativa. É essencial que as autoridades ajam de forma rápida e severa, aplicando as devidas punições legais a todos os envolvidos, como um sinal claro de que tais condutas não serão toleradas. A população de Ilhéus merece e exige uma administração que seja transparente, ética e verdadeiramente comprometida com o bem-estar coletivo. O momento é de exigir responsabilidade.

A inércia ou leniência frente a tais práticas só servirá para perpetuar ciclos de abuso e corrupção que corroem as bases da nossa democracia. É hora de agir com rigor e determinação!

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