A prefeita Nilvinha dos Santos tomou uma decisão drástica ao demitir secretários, diretores, coordenadoras e todos os servidores comissionados do município. O decreto nº 445, publicado no Diário Oficial de Ibititá, justifica a medida como uma necessidade de redução de despesas com pessoal e uma reanálise da estrutura de servidores.
Apenas 87 funcionários serão mantidos até o dia 31 de dezembro deste ano, deixando a cidade praticamente sem serviços públicos a partir do próximo ano. Essa medida levanta preocupações sobre o impacto na vida dos quase 20 mil habitantes, especialmente da Zona Rural, que dependem dos serviços oferecidos pela prefeitura.
Com base nos dados do TCM-BA, a Prefeitura de Ibititá contava com 802 funcionários no final de 2022, sendo cerca de 300 em cargos comissionados. A perspectiva é preocupante, considerando as demandas típicas do final do ano, como infraestrutura, limpeza urbana e assistência social, além do aumento da população flutuante. A situação se agrava com as chuvas e a falta de servidores na área da saúde, o que pode resultar em um aumento nos casos de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.
Em setembro deste ano, a prefeita Nilvinha já havia demitido quase 100 funcionários em cargos de confiança. Agora, com essa “exoneração coletiva”, a prefeitura se encontra em uma situação crítica. É importante refletir sobre os impactos dessa decisão e como ela afetará a população e os serviços essenciais oferecidos pelo município.

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