Uma UMMI à Moda de Belitardo: Uma Farsa Publicitária em Meio à Tragédia

Enquanto a população ainda lamenta a trágica e evitável morte da jovem Tainá,mais uma vez somos confrontados com a realidade distorcida que permeia a gestão pública. Em um ato de descaramento e desrespeito às vidas perdidas, o prefeito Marcelo Belitardo divulgou um vídeo institucional publicitário que retrata uma Unidade Municipal Materno-Infantil (UMMI) que simplesmente não existe.

Enquanto a verdadeira UMMI falha em oferecer os serviços essenciais de saúde,custando a vida de mães e bebês, somos apresentados a uma miragem, uma ilusão cuidadosamente fabricada para enganar e acalmar a população indignada.Nas telas brilhantes da propaganda, vemos salas limpas, equipamentos modernos e profissionais atenciosos, uma realidade que só existe nos sonhos do prefeito.

Além disso, para acrescentar insulto à tragédia, a nota publicada pelo hospital, pela UMMI, após a morte da menina Tainá, tenta desesperadamente culpar a própria vítima por sua morte. Um absurdo que beira à crueldade. Culpar a vítima é uma tática covarde e vergonhosa para desviar a atenção de suas próprias falhas enegligências.

Como cidadãos, não podemos aceitar essa farsa. Exigimos uma UMMI que corresponda às promessas vazias proclamadas em vídeos manipulados. Uma UMMI onde todas as gestantes recebam o atendimento adequado, onde não haja negligência médica, onde vidas não sejam perdidas por pura incompetência e descaso.

Gostaríamos que a UMMI fosse como a propaganda do prefeito Marcelo Belitardo:uma representação de excelência, eficiência e cuidado. Mas infelizmente, vivemos em uma realidade onde a propaganda supera a realidade, onde a política estáacima da vida humana.

É hora de responsabilizar aqueles que falharam em proteger os cidadãos. É hora de exigir mudanças reais, não apenas promessas vazias e ilusões publicitárias. A vida de Tainá não pode ter sido em vão. Que sua morte seja um chamado à ação, um lembrete de que a saúde pública não pode ser tratada como uma peça de propaganda, mas sim como um direito humano fundamental.

Que a memória de Tainá nos inspire a lutar por uma UMMI verdadeira, que cuide e proteja todas as mães e bebês, como merecem.

*Via Repórter Coragem

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