A morte trágica da modelo, miss e blogueira Ana Luiza Mateus Souza, encontrada sem vida após ser jogada da sacada de um prédio de luxo no Rio de Janeiro, chocou o Brasil e gerou uma onda de comoção, especialmente em sua cidade natal, Teixeira de Freitas. Passado o impacto inicial do crime, uma pergunta central permanecia no ar: o que de fato aconteceu com o principal suspeito do feminicídio?
O Liberdade News, que acompanha o caso desde as primeiras informações, buscou incansavelmente por respostas. Conversamos com a família, com a advogada Flávia Falquetto, que representa os parentes de Ana Luiza, e com a Polícia Civil do Rio de Janeiro. O objetivo era esclarecer o desfecho envolvendo Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, de 35 anos, preso e encaminhado à Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
Em uma apuração exclusiva, nossa equipe teve acesso ao laudo pericial do local da morte e ao laudo de necropsia. Os documentos são categóricos e põem fim às especulações: Endreo Lincoln tirou a própria vida na carceragem, e a investigação policial agora se encaminha para o arquivamento do inquérito por extinção da punibilidade do autor, consequência jurídica direta de sua morte.

Os documentos que comprovam o suicídio
A perícia realizada na carceragem da DHC, na Barra da Tijuca, e o exame necroscópico no Instituto Médico Legal (IML) confirmam que Endreo Lincoln Ferreira da Cunha morreu em decorrência de enforcamento por asfixia mecânica. De acordo com os documentos, o fato ocorreu em 22 de abril, por volta das 17h30.
O perito criminal Robson José, responsável pela análise do local, descreveu que o suspeito foi encontrado sem roupas, suspenso por uma barra metálica existente na cela. O laudo detalha que ele utilizou uma bermuda preta para provocar a própria asfixia. Uma das alças da peça foi transpassada pela outra, formando um enlace ao redor do pescoço e gerando a constrição necessária para o enforcamento. A outra extremidade foi amarrada a uma das barras metálicas da estrutura.

Segundo a reconstituição pericial, Endreo teria utilizado um degrau próximo à janela para se posicionar e, em seguida, usado o peso do próprio corpo para consumar o ato. As câmeras de monitoramento da cela registraram toda a movimentação, imagens que foram analisadas pelos especialistas e corroboraram a dinâmica do suicídio.
Posteriormente, no IML, o médico legista Alberto Jorge de Souza realizou a necropsia. O laudo conclusivo apontou, mais uma vez, o enforcamento por asfixia mecânica como a causa da morte, confirmando integralmente as evidências coletadas no local.


*Via LiberdadeNews

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