Tecnologia se torna regra para PMEs operarem na Reforma Tributária, avalia Omie

Hands of female entrepreneur working with bills and documents

 Reforma Tributária representa uma ruptura no modelo de gestão corporativa. Para as pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras, a transição para o novo sistema exige uma modernização estrutural baseada em tecnologia. Segundo a Omie, líder em sistema de gestão (ERP) para PMEs, com as novas obrigações fiscais em vigor a partir de 2026, o prazo de adequação está no fim. Atrasos neste processo aumentarão os custos e os esforços de ajuste.

Os riscos da defasagem

A substituição de tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS impõe adaptações operacionais que afetam a precificação, o fluxo de caixa e o relacionamento B2B. “A Reforma Tributária não é uma mudança apenas sobre tributos, ela altera a lógica de como se faz negócio e a maneira como os empresários gerem suas próprias operações. Mais do que um tema fiscal, é uma questão de gestão”, avalia Felipe Beraldi, economista da Omie. A empresa alerta que manter processos manuais ou planilhas isoladas ameaça a continuidade do negócio.

Os principais riscos incluem o bloqueio de operações por irregularidades, perda de créditos tributários, aumento inesperado da carga de impostos e precificação desalinhada. Empresas optantes pelo Lucro Presumido e Lucro Real precisarão revisar bases de cálculo e controles de crédito, tarefa que exige apoio tecnológico.

Tecnologia como base da gestão

A transformação digital tornou-se condição operacional. Soluções como ERPs em nuvem, inteligência artificial (IA) e automação formam a base para as PMEs manterem a conformidade fiscal, a eficiência e a lucratividade.

Sistemas integrados substituem planilhas por fluxos automatizados, reduzindo erros manuais. “Muitos empreendedores ainda têm a percepção de que gerir o negócio com tecnologia é mais difícil do que utilizar os tradicionais papéis e cadernos. Na prática, porém, a digitalização traz uma operação muito mais precisa e é o caminho mais seguro para gerar menos custos operacionais”, ressalta José Adriano, Diretor de Marketing de Produto na Omie.

A IA na área fiscal analisa dados em tempo real, automatiza a classificação de tributos e antecipa falhas operacionais. ERPs em nuvem também garantem a atualização automática durante as mudanças de regras no período de transição.

Dados da Omie indicam que a digitalização pode reduzir custos operacionais em até 30% e que 91% das PMEs já reconhecem a IA como fator central para a eficiência competitiva.

Integração com a contabilidade

A tecnologia também redefine o papel do contador. Com sistemas integrados, o escritório contábil acessa dados financeiros e fiscais em tempo real, eliminando a digitação manual. Essa integração transforma o contador em um parceiro estratégico, não apenas um executor de obrigações. A Reforma Tributária exige a revisão completa da operação (fiscal, contábil, logística, comercial e jurídica), e a tecnologia é o meio viável para executá-la em escala.

Antecipação estratégica

Empresas que se anteciparem operarão com estrutura de custos clara, margens previsíveis e conformidade garantida no novo modelo. Quem adiar a adaptação enfrentará um processo mais caro e arriscado. Em um processo de transição do sistema tributário, a tecnologia determina a permanência e a competitividade das PMEs no mercado.

Sobre a Omie

Fundada em 2013 por Marcelo Lombardo e Rafael Olmos, a Omie tem o propósito de destravar o crescimento de todos os tipos de negócios, oferecendo um sistema de gestão inovador, completo e ilimitado, ancorada em quatro grandes pilares: Gestão, por meio do software; Educação, por meio da Omie.Educação; Finanças, por meio de linhas de crédito e soluções para apoio à gestão de PMEs; e Comunidade, por meio de um ecossistema que conecta clientes, fornecedores e prestadores de serviços. Líder do segmento, a empresa conta com mais de 25 mil contadores parceiros, mais de 180 mil clientes, aproximadamente 1600 colaboradores e mais de 100 unidades de franquias no país. Atualmente, o Omie processa mais de R$38 bilhões em notas fiscais emitidas por mês, representando um fluxo de cerca de 3,8% do PIB brasileiro

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