Senador Otto Alencar, 78, recebe marca-passo após episódio de bradicardia

Existe algo de profundamente humano quando a notícia não é sobre um político, mas sobre um homem de 78 anos cujo coração decidiu desacelerar.
Otto Alencar — senador, médico, presidente da CCJ — estava voltando de compromissos no interior da Bahia quando o corpo deu o aviso. Um mal-estar. Uma ida ao hospital. E o diagnóstico que ninguém quer ouvir: o coração não estava dando conta sozinho.
Bradicardia sinusal. O marcapasso natural do coração, cansado de quase oito décadas de trabalho ininterrupto, já não mantinha o ritmo. Foi preciso que a medicina entrasse com o que a natureza já não conseguia oferecer: um pequeno dispositivo eletrônico para lembrar o coração de que ainda não é hora de parar.
O procedimento correu bem. Otto está estável, sob cuidados na UTI cardíaca do Hospital Aliança, em Salvador. Mas o susto ficou.
E talvez o mais bonito desse episódio tenha sido o que veio depois. Aliados e adversários — gente que se enfrenta todos os dias nas trincheiras da política baiana — pararam. Jaques Wagner foi ao hospital abraçar o amigo. ACM Neto, de quem Otto diverge publicamente, mandou votos sinceros de recuperação. A família de Angelo Coronel fez o mesmo. Porque quando o coração de alguém falha, o nosso lembra de bater mais forte.
Aos 78 anos, Otto Alencar nos ensina sem querer: nenhuma agenda, nenhuma sessão, nenhuma votação vale mais do que cuidar do que nos mantém vivos.
Força, senador. Que o coração — agora com reforço — siga firme.

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