{"id":6769,"date":"2022-11-18T09:12:15","date_gmt":"2022-11-18T12:12:15","guid":{"rendered":"http:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/?p=6769"},"modified":"2022-11-18T09:12:16","modified_gmt":"2022-11-18T12:12:16","slug":"transicao-para-instituto-marca-quatro-anos-da-eco-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/?p=6769","title":{"rendered":"Transi\u00e7\u00e3o para Instituto marca quatro anos da Eco Nordeste"},"content":{"rendered":"\n<p>Mudan\u00e7a traz como expectativa o desenvolvimento de novos projetos socioculturais e contribui\u00e7\u00e3o para a forma\u00e7\u00e3o do jornalismo ambiental no Nordeste.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a proposta de dar visibilidade e incentivar o desenvolvimento sustent\u00e1vel na regi\u00e3o Nordeste do Brasil, por meio do Jornalismo de Solu\u00e7\u00f5es, independente, colaborativo e propositivo, nasceu, em 16 de novembro de 2018, em Fortaleza, no Cear\u00e1, a ag\u00eancia de conte\u00fado Eco Nordeste. Nestes quatro anos, o ve\u00edculo veio se consolidando e se tornando refer\u00eancia com a produ\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o de mais de 1.200 not\u00edcias, 80 webstories, al\u00e9m de podcasts e postagens feitas nas redes sociais. Ganhou pr\u00eamios importantes como 1\u00ba lugar na categoria Webjornalismo, da 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Pr\u00eamio MPCE de Jornalismo e o 2\u00ba lugar, na categoria Internet, do Pr\u00eamio Semear Internacional de Jornalismo \u2013 Edi\u00e7\u00e3o 2020\/2021.<br>Para coroar todas as conquistas, neste ano de 2022, a ag\u00eancia deu um importante passo, ao se formalizar como Instituto Eco Nordeste, em assembleia, no dia 10 de maio de 2022. O processo de legaliza\u00e7\u00e3o foi apoiado financeiramente pela Marco Zero Conte\u00fado com recursos de projeto de cria\u00e7\u00e3o e fortalecimento da rede de organiza\u00e7\u00f5es de m\u00eddia independente do Nordeste.<br>\u201cA transi\u00e7\u00e3o \u00e9 um marco institucional muito importante para a nossa trajet\u00f3ria. Um avan\u00e7o que contribuir\u00e1 para profissionalizar a entidade e mobilizar capital financeiro e humano. Fatores estes fundamentais para que a Eco Nordeste siga fortalecendo uma nova consci\u00eancia coletiva sobre o desenvolvimento sustent\u00e1vel na regi\u00e3o\u201d, avalia a jornalista Maristela Crispim, idealizadora e editora-chefe da Eco Nordeste \u2013 Ag\u00eancia de Conte\u00fado e diretora-executiva do Instituto Eco Nordeste.<br>Formado por mulheres de diferentes etnias, orienta\u00e7\u00e3o sexual e faixa et\u00e1ria, o Instituto nasce como uma das principais conquistas da Eco Nordeste em meio aos tantos desafios enfrentados ao longo destes quatro anos, dentre os quais a pandemia da Covid-19, o desmonte ambiental e ataques a jornalistas. Durante todo este per\u00edodo o trabalho da equipe que hoje est\u00e1 presente, n\u00e3o s\u00f3 no Cear\u00e1, mas, tamb\u00e9m, na Bahia, Maranh\u00e3o, Para\u00edba e Pernambuco, al\u00e9m de correspondentes na \u00c1ustria e Espanha, esteve focado no desenvolvimento de a\u00e7\u00f5es propositivas, sempre considerando os eixos ambiental, social, econ\u00f4mico e cultural; com base na ci\u00eancia, inclus\u00e3o e equidade.<br>Maristela Crispim, refor\u00e7a que a Eco Nordeste tra\u00e7ou um longo caminho nesses quatro anos: \u201couviu muito, foi conhecendo melhor o terreno, fez parcerias, se juntou a organiza\u00e7\u00f5es semelhantes, foi cofundadora da Ajor (Associa\u00e7\u00e3o de Jornalismo Digital), tem ocupado espa\u00e7os, sido ouvida e agora, com a cria\u00e7\u00e3o do Instituto Eco Nordeste, assume tamb\u00e9m um papel que \u00e9 sua voca\u00e7\u00e3o desde o come\u00e7o.\u201d<br>Sobre o diferencial da iniciativa e perspectivas para o pr\u00f3ximo ano, frisa que \u201cn\u00e3o somos apenas um site de not\u00edcias, somos uma ag\u00eancia de conte\u00fado com o prop\u00f3sito de contribuir para o desenvolvimento sustent\u00e1vel no Nordeste. Como Instituto, pretendemos desenvolver mais projetos socioculturais e contribuir para a forma\u00e7\u00e3o do jornalismo ambiental na nossa regi\u00e3o, entre outros prop\u00f3sitos. 2023 vai chegar cheio de novas possibilidades\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Parcerias pavimentaram o caminho para nova etapa<br>Em 2022, a Eco Nordeste estabeleceu com o Instituto ClimaInfo uma parceria que rendeu muitos frutos. Primeiro, produziu uma s\u00e9rie de quatro reportagens que abordam os impactos socioambientais causados por termel\u00e9tricas f\u00f3sseis nos estados do Maranh\u00e3o, Sergipe e Cear\u00e1. Em narrativas constru\u00eddas sob a perspectiva de comunidades tradicionais impactadas, autoridades, ativistas e pesquisadores que se dedicam ao tema, a s\u00e9rie trouxe \u00e0 tona o que h\u00e1 por tr\u00e1s do funcionamento de geradoras de energia movidas a combust\u00edveis f\u00f3sseis e o lado n\u00e3o contado do desenvolvimento prometido por esses empreendimentos.<br>Em seguida, fez a cobertura da Caravana Nordeste Pot\u00eancia, entre 29 de agosto e 9 de setembro, que percorreu 2.830 quil\u00f4metros, por diversos munic\u00edpios de Alagoas, Bahia e Pernambuco, ouviu popula\u00e7\u00f5es tradicionais, pesquisadores e outros atores que ajudam a compreender o processo de constru\u00e7\u00e3o do que hoje \u00e9 a Bacia do Baixo e Subm\u00e9dio S\u00e3o Francisco e como a regi\u00e3o pode se desenvolver de forma menos impactante, ao considerar seus potenciais e tudo que foi feito at\u00e9 aqui, um alerta para os candidatos aos governos da regi\u00e3o e de todo o Pa\u00eds. O resultado foi uma s\u00e9rie de seis reportagens especiais. O objetivo foi contribuir para a divulga\u00e7\u00e3o do Plano Nordeste Pot\u00eancia, que preconiza o desenvolvimento verde, com a recupera\u00e7\u00e3o do passivo socioambiental e a amplia\u00e7\u00e3o das fontes de energia renov\u00e1vel de forma justa e inclusiva na Bacia do Baixo S\u00e3o Francisco e no restante do Nordeste.<\/p>\n\n\n\n<p>Aprova\u00e7\u00e3o em editais validam miss\u00e3o<br>A Eco Nordeste \u00e9 uma das 450 organiza\u00e7\u00f5es selecionadas pelo Google News Initiative, em 52 pa\u00edses, para o Fundo de Equidade para o Jornalismo (News Equity Fund), um compromisso global para fornecer suporte financeiro e oportunidades para organiza\u00e7\u00f5es de not\u00edcias que atendem principalmente comunidades sub-representadas. \u201cO resultado da contempla\u00e7\u00e3o por este edital chegou no \u00faltimo dia 15 de novembro, refor\u00e7ando em n\u00f3s a certeza de que estamos trilhando o caminho ao qual temos nos proposto desde o in\u00edcio deste projeto\u201d, afirma Maristela.<br>Em 2021 a Eco Nordeste tamb\u00e9m integrou dois dos projetos selecionados, na Am\u00e9rica Latina, pelo Google News Initiative Innovation Challenge: \u201cAcessibilidade jornal\u00edstica: um problema que ningu\u00e9m v\u00ea\u201d, com a Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco (Unicap), Marco Zero Conte\u00fado (PE), Diadorim (PE), M\u00eddia Caet\u00e9 (AL), Olhos Jornalismo (AL), Retruco (PE), Revista Afirmativa (BA), Saiba Mais (RN) e Cajueira (NE); e \u201cDi\u00e1rio do Clima\u201d, com a Ag\u00eancia Envolverde, ClimaInfo, #Colabora, InfoAmazonia, ((o)) eco, Open Knowledge Brasil e Pol\u00edtica por Inteiro.<br>Tamb\u00e9m em 2021, entre 52 propostas de reportagens inscritas, a Eco Nordeste foi uma das cinco selecionadas pelo Edital Conex\u00e3o Oceano de Comunica\u00e7\u00e3o Ambiental \u2013 2021, da Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Natureza com a Comiss\u00e3o Oceanogr\u00e1fica Intergovernamental da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco), por meio de trabalho inscrito pelas colaboradoras Adriana Pimentel e Mar\u00edlia Camelo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Mudan\u00e7a traz como expectativa o desenvolvimento de novos projetos socioculturais e contribui\u00e7\u00e3o para a forma\u00e7\u00e3o do jornalismo ambiental no Nordeste. 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