{"id":19101,"date":"2026-10-01T14:12:00","date_gmt":"2026-10-01T17:12:00","guid":{"rendered":"http:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/?p=19101"},"modified":"2026-10-04T14:12:42","modified_gmt":"2026-10-04T17:12:42","slug":"outubro-rosa-mamografias-crescem-entre-mulheres-de-40-a-49-anos-mas-caem-entre-as-de-50-a-69-em-dois-anos-diz-fidi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/?p=19101","title":{"rendered":"Outubro Rosa: mamografias crescem entre mulheres de 40 a 49 anos, mas caem entre as de 50 a 69 em dois anos, diz FIDI"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Levantamento da FIDI aponta mudan\u00e7a no perfil et\u00e1rio das pacientes e refor\u00e7a o desafio de incentivar a preven\u00e7\u00e3o ao c\u00e2ncer de mama a partir dos 40 sem perder o ritmo nas faixas et\u00e1rias seguintes<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O Outubro Rosa mostra que come\u00e7ar a se cuidar cada vez mais cedo \u00e9 um avan\u00e7o, mas, t\u00e3o importante quanto iniciar esse acompanhamento, \u00e9 mant\u00ea-lo ao longo dos anos. Um levantamento da Funda\u00e7\u00e3o Integrada de Diagn\u00f3stico, Pesquisa, Educa\u00e7\u00e3o e Inova\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade (FIDI), que comparou o per\u00edodo de janeiro a julho de 2024 com o mesmo per\u00edodo de 2026, revela dois movimentos opostos na realiza\u00e7\u00e3o de mamografias: enquanto os exames cresceram 28,1% entre mulheres de 40 a 49 anos, o volume caiu mais de 20% entre aquelas de 50 a 69 anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa an\u00e1lise acontece na contram\u00e3o do volume geral de mamografias. No mesmo intervalo, a FIDI apresentou uma queda de aproximadamente 11% na busca pela realiza\u00e7\u00e3o do procedimento. Para a Dra. Vivian Milani, m\u00e9dica radiologista especialista em mama da FIDI, ampliar o acesso ao exame no Brasil passa n\u00e3o apenas pela disponibilidade, mas tamb\u00e9m pela informa\u00e7\u00e3o e pela conscientiza\u00e7\u00e3o das mulheres sobre a import\u00e2ncia de manter esse cuidado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando pensamos em Outubro Rosa, a associa\u00e7\u00e3o \u00e9 imediata ao diagn\u00f3stico precoce do c\u00e2ncer de mama. A mamografia segue sendo um pilar indispens\u00e1vel da sa\u00fade da mulher por ser um exame capaz de identificar altera\u00e7\u00f5es em fases iniciais, muitas vezes antes mesmo do surgimento de sintomas. Por isso, \u00e9 importante que a mamografia n\u00e3o seja vista apenas como um exame a ser realizado diante de uma suspeita ou de algum sinal de alerta. Mesmo quando o resultado \u00e9 negativo, o acompanhamento deve continuar de forma regular, respeitando a periodicidade indicada para cada mulher. \u00c9 essa continuidade que aumenta as chances de identificar precocemente eventuais altera\u00e7\u00f5es e, quando necess\u00e1rio, iniciar o tratamento o quanto antes\u201d, afirma a m\u00e9dica.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mamografias diagn\u00f3sticas<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento da FIDI tamb\u00e9m mostra uma mudan\u00e7a no perfil dos procedimentos realizados. Entre janeiro e julho de 2026, o volume de exames diagn\u00f3sticos j\u00e1 superou em 5,1% o total registrado em todo o ano de 2025.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Diferentemente da mamografia de rastreamento, voltada principalmente a mulheres sem sinais ou sintomas, a mamografia diagn\u00f3stica \u00e9 utilizada para esclarecer altera\u00e7\u00f5es percebidas pela paciente, identificadas pelo m\u00e9dico ou observadas em exames anteriores. Esse crescimento, por si s\u00f3, n\u00e3o significa aumento nos casos de c\u00e2ncer, mas mostra um maior volume de exames realizados para investigar altera\u00e7\u00f5es espec\u00edficas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar desse movimento, o rastreamento continua predominante, respondendo por 97,2% das mamografias analisadas. Independentemente da idade ou do calend\u00e1rio previsto para o pr\u00f3ximo exame, altera\u00e7\u00f5es como n\u00f3dulo endurecido, secre\u00e7\u00e3o com sangue pelo mamilo, retra\u00e7\u00e3o da pele, mudan\u00e7a no formato da mama ou inflama\u00e7\u00e3o persistente devem ser avaliadas por um profissional de sa\u00fade. Nesses casos, a investiga\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica n\u00e3o deve aguardar a pr\u00f3xima mamografia de rotina. <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/saude\/pt-br\/centrais-de-conteudo\/publicacoes\/notas-tecnicas\/2025\/nota-tecnica-no-626-2025-cgcan-decan-saes-ms.pdf?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">(1)<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quando um achado \u00e9 identificado precocemente, as chances de sucesso no tratamento s\u00e3o maiores e, em muitos casos, as possibilidades terap\u00eauticas tamb\u00e9m s\u00e3o mais amplas. O objetivo n\u00e3o \u00e9 criar medo, mas mostrar que informa\u00e7\u00e3o, preven\u00e7\u00e3o e acompanhamento podem fazer diferen\u00e7a na trajet\u00f3ria da mulher\u201d, destaca Dra. Vivian.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cuidado cont\u00ednuo<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a no perfil das pacientes acontece em um momento de expans\u00e3o da oferta do exame. Desde 2025, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade assegura \u00e0s mulheres de 40 a 49 anos o acesso \u00e0 mamografia pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), mesmo sem sinais ou sintomas, mediante decis\u00e3o compartilhada com o m\u00e9dico. Para o rastreamento mamogr\u00e1fico populacional, a orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 realizar o exame a cada dois anos entre 50 e 74 anos, faixa et\u00e1ria em que h\u00e1 evid\u00eancias consolidadas de redu\u00e7\u00e3o da mortalidade <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/saude\/pt-br\/centrais-de-conteudo\/publicacoes\/notas-tecnicas\/2025\/nota-tecnica-no-626-2025-cgcan-decan-saes-ms.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">(1)<\/a>.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse avan\u00e7o amplia as possibilidades de acompanhamento antes dos 50 anos, mas os dados da FIDI refor\u00e7am a import\u00e2ncia de manter a regularidade do rastreamento nas d\u00e9cadas seguintes. A necessidade de dar continuidade a esse acompanhamento ganha ainda mais for\u00e7a diante da incid\u00eancia da doen\u00e7a. A publica\u00e7\u00e3o Estimativa 2026: incid\u00eancia de c\u00e2ncer no Brasil, do Instituto Nacional de C\u00e2ncer (INCA), projeta 78.610 novos casos de c\u00e2ncer de mama por ano no pa\u00eds entre 2026 e 2028. Excluindo os tumores de pele n\u00e3o melanoma, o c\u00e2ncer de mama representa cerca de 30% dos casos de c\u00e2ncer estimados entre as mulheres brasileiras <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/inca\/pt-br\/assuntos\/cancer\/numeros\/estimativa?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">(2)<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E estudos recentes tamb\u00e9m mostram que a regularidade do rastreamento pode fazer diferen\u00e7a ao longo do tempo. Um estudo populacional publicado pelo <em>British Medical Journal<\/em> em 2025 acompanhou mais de 432 mil mulheres por at\u00e9 25 anos e observou que a aus\u00eancia na primeira convoca\u00e7\u00e3o para mamografia esteve associada a uma menor participa\u00e7\u00e3o nas rodadas seguintes, maior ocorr\u00eancia de tumores diagnosticados em est\u00e1gios avan\u00e7ados e maior mortalidade por c\u00e2ncer de mama. <a href=\"https:\/\/www.bmj.com\/content\/390\/bmj-2025-085029?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">(3)<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Dra. Vivian lembra que alguns receios e percep\u00e7\u00f5es equivocadas podem levar mulheres a adiar ou evitar a realiza\u00e7\u00e3o da mamografia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa resist\u00eancia costuma estar ligada ao medo da dor da compress\u00e3o, ao receio de um diagn\u00f3stico positivo, ao temor infundado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 radia\u00e7\u00e3o e \u00e0 falsa sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a trazida pela aus\u00eancia de sintomas, o que pode levar a mulher a acreditar que o exame seja desnecess\u00e1rio. \u00c9 justamente por isso que campanhas como o Outubro Rosa s\u00e3o t\u00e3o importantes, por ajudar a transformar a percep\u00e7\u00e3o sobre a mamografia e refor\u00e7am que o cuidado n\u00e3o deve come\u00e7ar apenas quando existe uma suspeita&#8221;, explica a Dra. Vivian.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fontes e refer\u00eancias<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>(1) BRASIL. MINIST\u00c9RIO DA SA\u00daDE. <em>Nota T\u00e9cnica n\u00ba 626\/2025-CGCAN\/DECAN\/SAES\/MS: acesso ao exame de mamografia no \u00e2mbito do Sistema \u00danico de Sa\u00fade<\/em>. Bras\u00edlia, DF, 2025. (<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/saude\/pt-br\/centrais-de-conteudo\/publicacoes\/notas-tecnicas\/2025\/nota-tecnica-no-626-2025-cgcan-decan-saes-ms.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.gov.br\/saude\/pt-br\/centrais-de-conteudo\/publicacoes\/notas-tecnicas\/2025\/nota-tecnica-no-626-2025-cgcan-decan-saes-ms.pdf<\/a>)&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>(2) INSTITUTO NACIONAL DE C\u00c2NCER. <em>Estimativa 2026: incid\u00eancia de c\u00e2ncer no Brasil<\/em>. 2. ed. rev. atual. Rio de Janeiro: INCA, 2026. (<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/inca\/pt-br\/assuntos\/cancer\/tipos\/mama\/estimativa\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.gov.br\/inca\/pt-br\/assuntos\/cancer\/tipos\/mama\/estimativa<\/a>)&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>(3) MA, Z.; HE, W.; ZHANG, Y. et al. <em>First mammography screening participation and breast cancer incidence and mortality in the subsequent 25 years: population based cohort study<\/em>. BMJ, v. 390, 2025. (<a href=\"https:\/\/www.bmj.com\/content\/390\/bmj-2025-085029\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.bmj.com\/content\/390\/bmj-2025-085029<\/a>)&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Levantamento da FIDI aponta mudan\u00e7a no perfil et\u00e1rio das pacientes e refor\u00e7a o desafio de incentivar a preven\u00e7\u00e3o ao c\u00e2ncer de mama a partir dos <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/?p=19101\" title=\"Outubro Rosa: mamografias crescem entre mulheres de 40 a 49 anos, mas caem entre as de 50 a 69 em dois anos, diz FIDI\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":8117,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/mamo.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19101"}],"collection":[{"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=19101"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19101\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19102,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19101\/revisions\/19102"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8117"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=19101"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=19101"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=19101"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}