{"id":18633,"date":"2026-06-18T05:55:00","date_gmt":"2026-06-18T08:55:00","guid":{"rendered":"http:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/?p=18633"},"modified":"2026-06-17T15:57:02","modified_gmt":"2026-06-17T18:57:02","slug":"mulheres-acima-dos-40-concentram-maior-numero-de-alteracoes-na-tireoide","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/?p=18633","title":{"rendered":"Mulheres acima dos 40 concentram maior n\u00famero de altera\u00e7\u00f5es na tireoide"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Dos 179 mil exames diagn\u00f3sticos com altera\u00e7\u00f5es na gl\u00e2ndula realizados pela FIDI, nos \u00faltimos cinco anos, 85% ocorreram com pacientes do sexo feminino<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Pelo&nbsp;alto n\u00famero de achados na popula\u00e7\u00e3o, principalmente entre mulheres, n\u00fameros sobre a Tireoide, alertam para um&nbsp;sintoma&nbsp;que pode ser confundido&nbsp;com desgaste da rotina intensa. Cansa\u00e7o excessivo, sonol\u00eancia, ganho ou perda de peso, queda de cabelo, palpita\u00e7\u00f5es e altera\u00e7\u00f5es intestinais podem parecer reflexos da rotina intensa, do estresse ou at\u00e9 de fases naturais da vida. No entanto, esses sintomas tamb\u00e9m podem indicar altera\u00e7\u00f5es importantes na gl\u00e2ndula.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<strong>Funda\u00e7\u00e3o&nbsp;Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagn\u00f3stico por Imagem (FIDI)<\/strong>&nbsp;refor\u00e7a a import\u00e2ncia da discuss\u00e3o desse tema com base em&nbsp;<strong>179.152 exames com altera\u00e7\u00f5es na gl\u00e2ndula entre 2021 e 2025<\/strong>&nbsp;em unidades de diagn\u00f3stico por imagem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados apontam tamb\u00e9m uma propor\u00e7\u00e3o est\u00e1vel de seis mulheres para cada&nbsp;homem&nbsp;diagnosticado com&nbsp;problemas na&nbsp;tireoide&nbsp;no&nbsp;Brasil, representando&nbsp;<strong>cerca de 85% de pacientes do sexo feminino<\/strong>. A maior concentra\u00e7\u00e3o de diagn\u00f3sticos ocorre<strong>&nbsp;entre 40 e 65 anos, com aumento progressivo&nbsp;<\/strong>do volume de exames conforme a idade&nbsp;avan\u00e7a, atingindo&nbsp;o&nbsp;<strong>\u00e1pice pr\u00f3ximo aos 60 anos.<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Principais altera\u00e7\u00f5es<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A tireoide&nbsp;<\/strong>\u00e9 uma&nbsp;gl\u00e2ndula localizada na regi\u00e3o anterior do pesco\u00e7o e respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o de horm\u00f4nios essenciais para o funcionamento do organismo.&nbsp;Entre as disfun\u00e7\u00f5es hormonais, o hipotireoidismo prim\u00e1rio \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o mais comum na pr\u00e1tica cl\u00ednica, geralmente associado a processos autoimunes, como a tireoidite de Hashimoto.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o&nbsp;<strong>Dr. Harley De Nicola, m\u00e9dico radiologista, ultrassonografista e especialista em tireoide da FIDI<\/strong>,&nbsp;<em>\u201co hipotireoidismo \u00e9 mais comum porque existe uma predisposi\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica, ou seja, quando ocorre altera\u00e7\u00e3o \u201c\u00e9 mais f\u00e1cil\u201d a gl\u00e2ndula ir perdendo a fun\u00e7\u00e3o do que produzir horm\u00f4nios em excesso\u201d.<\/em>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Embora os n\u00f3dulos tireoidianos sejam muito prevalentes na popula\u00e7\u00e3o, nem toda altera\u00e7\u00e3o representa c\u00e2ncer ou uma condi\u00e7\u00e3o preocupante.&nbsp;<strong>Estima-se que n\u00f3dulos na tireoide possam estar presentes em cerca de 50% da popula\u00e7\u00e3o<\/strong>, mas apenas uma pequena parcela apresenta malignidade.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das altera\u00e7\u00f5es hormonais, a tireoide tamb\u00e9m exige aten\u00e7\u00e3o pela incid\u00eancia de c\u00e2ncer. Segundo estimativas do Instituto Nacional de C\u00e2ncer (INCA), o&nbsp;<strong>Brasil deve registrar 16.450 novos casos de c\u00e2ncer de tireoide em 2026<\/strong>. Apesar dos n\u00fameros, a maior parte dos c\u00e2nceres \u00e9 descoberto em fase inicial e n\u00e3o costuma apresentar evolu\u00e7\u00e3o, por isso, muitos pacientes s\u00e3o assintom\u00e1ticos no momento do diagn\u00f3stico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mulheres: aten\u00e7\u00e3o redobrada<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O alerta sobre a tireoide \u00e9 ainda maior para o p\u00fablico feminino. Dos Novos casos de c\u00e2ncer de tiroide no Brasil&nbsp;em 2026,&nbsp;estimados pelo Instituto Nacional de C\u00e2ncer (INCA),&nbsp;<strong>13.310&nbsp;s\u00e3o&nbsp;em&nbsp;mulheres,&nbsp;enquanto&nbsp;3.140&nbsp;s\u00e3o&nbsp;em&nbsp;homens<\/strong>, o que&nbsp;mant\u00e9m&nbsp;a&nbsp;doen\u00e7a&nbsp;entre os&nbsp;c\u00e2nceres&nbsp;mais&nbsp;incidentes no p\u00fablico&nbsp;feminino&nbsp;no pa\u00eds.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema hormonal feminino \u00e9 complexo e, por isso, muitos sintomas da tireoide podem ser confundidos com os da menopausa por exemplo. Al\u00e9m disso, as doen\u00e7as autoimunes s\u00e3o mais frequentes em mulheres porque o sistema imunol\u00f3gico \u00e9, em geral, mais ativo e mais reativo que o masculino. Isso traz uma vantagem contra infec\u00e7\u00f5es, mas aumenta o risco de o organismo \u2018atacar a si pr\u00f3prio\u2019.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As mulheres apresentam maior n\u00famero de casos por apresentarem geneticamente maior propens\u00e3o \u00e0 problemas de tireoide. \u201c<em>Hoje em dia faz-se muito mais diagn\u00f3sticos, principalmente devido \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de ultrassom, levando \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o de muitos tumores pequenos e de baixo risco que antes provavelmente nunca seriam descobertos. \u00c9 importante&nbsp;refor\u00e7ar que a maioria dos c\u00e2nceres de tireoide possuem um excelente progn\u00f3stico<\/em>\u201d,&nbsp;<strong>refor\u00e7a Dr. Harley.<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Diagn\u00f3stico<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica cl\u00ednica, a ultrassonografia exerce papel importante na triagem e no acompanhamento das altera\u00e7\u00f5es tireoidianas. Segundo o levantamento da FIDI, houve aumento na detec\u00e7\u00e3o de n\u00f3dulos suspeitos classificados pela escala TI-RADS, que passaram de 5 mil casos em 2021 para 13 mil em 2025. \u201cE<em>sse&nbsp;crescimento reflete no refinamento dos crit\u00e9rios de an\u00e1lise por imagem e a maior capacidade de identificar les\u00f5es com potencial de malignidade\u201d<\/em>, aponta&nbsp;<strong>Dr. Harley.<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando sintom\u00e1tico, \u00e9 necess\u00e1rio prestar aten\u00e7\u00e3o em alguns sinais como rouquid\u00e3o cr\u00f4nica, presen\u00e7a de n\u00f3dulo duro e aumento de g\u00e2nglios no pesco\u00e7o, principalmente em quem tem hist\u00f3ria familiar ou de irradia\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o do pesco\u00e7o. \u201c<em>\u00c9 comum ouvirmos que todo n\u00f3dulo tireoidiano \u00e9 c\u00e2ncer, mas, na verdade, o n\u00f3dulo est\u00e1 presente em cerca de 50% da popula\u00e7\u00e3o, desses, aproximadamente apenas 5% s\u00e3o n\u00f3dulos malignos\u201d<\/em>,&nbsp;<strong>aponta Dr. Harley.<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mais do que buscar sinais isolados, a Tireoide refor\u00e7a a import\u00e2ncia de escutar o corpo, investigar sintomas persistentes e combater mitos que podem atrasar o diagn\u00f3stico ou gerar medo desnecess\u00e1rio. Embora muitos achados sejam benignos ou estejam relacionados a acompanhamentos de rotina, a identifica\u00e7\u00e3o correta de altera\u00e7\u00f5es suspeitas \u00e9 essencial para orientar a conduta m\u00e9dica e garantir cuidado adequado.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Dos 179 mil exames diagn\u00f3sticos com altera\u00e7\u00f5es na gl\u00e2ndula realizados pela FIDI, nos \u00faltimos cinco anos, 85% ocorreram com pacientes do sexo feminino Pelo&nbsp;alto n\u00famero <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/?p=18633\" title=\"Mulheres acima dos 40 concentram maior n\u00famero de altera\u00e7\u00f5es na tireoide\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":18634,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[6],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-11.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18633"}],"collection":[{"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=18633"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18633\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18635,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18633\/revisions\/18635"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/18634"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=18633"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=18633"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=18633"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}