{"id":17150,"date":"2025-09-12T14:12:27","date_gmt":"2025-09-12T17:12:27","guid":{"rendered":"http:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/?p=17150"},"modified":"2025-09-12T14:12:29","modified_gmt":"2025-09-12T17:12:29","slug":"febraz-destaca-o-impacto-da-desinformacao-sobre-alzheimer-durante-o-setembro-lilas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/?p=17150","title":{"rendered":"FEBRAZ destaca o impacto da desinforma\u00e7\u00e3o sobre Alzheimer durante o Setembro Lil\u00e1s"},"content":{"rendered":"\n<p>A falta de conhecimento sobre as dem\u00eancias continua sendo uma das principais&nbsp;barreiras para a preven\u00e7\u00e3o e o manejo da doen\u00e7a. Um estudo da The Lancet Regional Health aponta que&nbsp;quase 60% dos casos no Brasil poderiam ser potencialmente evitados ou adiados&nbsp;com o controle de fatores de risco modific\u00e1veis, como baixa escolaridade, depress\u00e3o e&nbsp;perda visual n\u00e3o tratada.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste ano, a campanha Setembro Lil\u00e1s, liderada pela Federa\u00e7\u00e3o Brasileira das&nbsp;Associa\u00e7\u00f5es de Alzheimer (Febraz), incentiva a sociedade a buscar informa\u00e7\u00f5es&nbsp;confi\u00e1veis. Com a mensagem \u201cPergunte sobre Alzheimer. Pergunte sobre&nbsp;dem\u00eancia\u201d. No Brasil s\u00e3o mais de 2 milh\u00f5es de casos, mas o diagn\u00f3stico ainda \u00e9 um&nbsp;grande desafio. Segundo o Relat\u00f3rio Nacional sobre a Dem\u00eancia (Renade), quase<br>80% n\u00e3o s\u00e3o reconhecidos formalmente. Essa realidade alarmante \u00e9 resultado de uma&nbsp;s\u00e9rie de obst\u00e1culos, incluindo a car\u00eancia de profissionais de sa\u00fade treinados para&nbsp;identificar a doen\u00e7a e o acesso limitado a servi\u00e7os especializados.<\/p>\n\n\n\n<p>A persist\u00eancia de cren\u00e7as err\u00f4neas sobre o envelhecimento tamb\u00e9m contribui para a&nbsp;invisibilidade do Alzheimer e outras dem\u00eancias, com seus sintomas frequentemente&nbsp;interpretados como uma consequ\u00eancia natural da idade. Al\u00e9m disso, mesmo ap\u00f3s o&nbsp;diagn\u00f3stico, a maioria das pessoas n\u00e3o recebe suporte para reabilita\u00e7\u00e3o, etapa crucial&nbsp;para retardar as perdas funcionais e manter a autonomia por mais tempo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desigualdades na dem\u00eancia<\/strong><br>O impacto das dem\u00eancias n\u00e3o afeta todos os grupos populacionais da mesma forma,&nbsp;conforme as informa\u00e7\u00f5es reunidas na p\u00e1gina oficial da campanha, baseadas em dados&nbsp;oficiais. As mulheres, por exemplo, representam a maioria dos casos da doen\u00e7a. No&nbsp;Brasil, a preval\u00eancia \u00e9 de 9,1% entre mulheres e 7,7% entre homens. Al\u00e9m da maior&nbsp;expectativa de vida, essa disparidade pode ser influenciada por quest\u00f5es hormonais,&nbsp;como a redu\u00e7\u00e3o de estrog\u00eanio ap\u00f3s a menopausa, e pela sobrecarga do trabalho n\u00e3o&nbsp;remunerado, incluindo o cuidado de familiares com doen\u00e7as cr\u00f4nicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre a popula\u00e7\u00e3o negra, h\u00e1 uma maior preval\u00eancia de fatores de risco como&nbsp;hipertens\u00e3o e diabetes, mas ainda n\u00e3o existem dados nacionais consolidados sobre a&nbsp;ocorr\u00eancia de dem\u00eancia. A falta de estat\u00edsticas espec\u00edficas dificulta a formula\u00e7\u00e3o de&nbsp;pol\u00edticas p\u00fablicas e pode ampliar as iniquidades. Fatores gen\u00e9ticos n\u00e3o s\u00e3o os&nbsp;respons\u00e1veis por essas diferen\u00e7as de preval\u00eancia, o que sugere que elas est\u00e3o&nbsp;relacionadas a desigualdades sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os povos ind\u00edgenas, o Relat\u00f3rio Nacional sobre a Dem\u00eancia (Renade) aponta&nbsp;a aus\u00eancia de estudos nacionais sobre o tema. Mudan\u00e7as no modo de vida,&nbsp;vulnerabilidade social e barreiras culturais e geogr\u00e1ficas podem aumentar os riscos, mas&nbsp;n\u00e3o h\u00e1 levantamentos que confirmem essa rela\u00e7\u00e3o. A popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+ tamb\u00e9m&nbsp;permanece invis\u00edvel nas estat\u00edsticas brasileiras. Pesquisas internacionais indicam maior&nbsp;exposi\u00e7\u00e3o a fatores como estresse cr\u00f4nico, depress\u00e3o, isolamento social e doen\u00e7as&nbsp;cardiovasculares. Nos Estados Unidos, estudos estimam que entre 18% e 21% dos<br>adultos trans com mais de 65 anos vivem com dem\u00eancia, contra 12% a 13% dos&nbsp;cisg\u00eaneros na mesma faixa et\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a presidente da Febraz, Elaine Mateus, os dados dispon\u00edveis j\u00e1 mostram um&nbsp;cen\u00e1rio cr\u00edtico, e a aus\u00eancia de informa\u00e7\u00f5es \u00e9 igualmente reveladora. \u201cA desinforma\u00e7\u00e3o&nbsp;n\u00e3o se resume aos mitos sobre a dem\u00eancia, mas tamb\u00e9m ao grave fato de n\u00e3o&nbsp;enxergarmos grupos inteiros da popula\u00e7\u00e3o nos levantamentos\u201d, declara.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Campanha mobiliza volunt\u00e1rios pelo Brasil<\/strong><br>Ao longo do m\u00eas, est\u00e3o programadas a\u00e7\u00f5es em diversas regi\u00f5es do pa\u00eds para marcar o&nbsp;Setembro Lil\u00e1s. No Rio de Janeiro, a agenda organizada pela APAZ inclui cine-debate,&nbsp;rodas de conversa e exames de sa\u00fade no Aterro do Flamengo, na manh\u00e3 do dia 21&nbsp;de setembro. O monumento ao Cristo Redentor ser\u00e1 iluminado na cor lil\u00e1s \u00e0 noite, em&nbsp;refer\u00eancia ao Dia Mundial da Doen\u00e7a de Alzheimer. Em S\u00e3o Paulo, haver\u00e1 atendimento&nbsp;ao p\u00fablico num shopping da Avenida Paulista, no dia 20 de setembro, com distribui\u00e7\u00e3o&nbsp;de materiais educativos e plant\u00e3o tira-d\u00favidas com volunt\u00e1rios da ABRAz.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Bel\u00e9m do Par\u00e1 (PA), a campanha realiza a Caminhada da Mem\u00f3ria, no Parque&nbsp;do Utinga, no dia 13. Em Curitiba (PR), a programa\u00e7\u00e3o do IAB, no dia 20, inclui&nbsp;orienta\u00e7\u00e3o com especialistas, apresenta\u00e7\u00f5es musicais e aula de dan\u00e7a dos anos 70.&nbsp;Em Bras\u00edlia (DF), o Coletivo Filhas da M\u00e3e promove a caminhada no Eix\u00e3o Norte,&nbsp;tamb\u00e9m no dia 21.<\/p>\n\n\n\n<p>As a\u00e7\u00f5es n\u00e3o se restringem \u00e0s capitais. Em Londrina (PR), onde est\u00e1 sediado o&nbsp;Instituto N\u00e3o Me Esque\u00e7as, organiza\u00e7\u00e3o da sociedade civil que atende cerca de 130&nbsp;fam\u00edlias com oficinas di\u00e1rias de estimula\u00e7\u00e3o cognitiva, a campanha ter\u00e1 atividades ao&nbsp;longo de todo o m\u00eas. A cidade foi escolhida para a estreia do curta-metragem &#8220;Meu&nbsp;Superman\u201d protagonizado por Moacyr Franco e Emm\u00edlio Moreira, que retrata a&nbsp;rela\u00e7\u00e3o entre pai e filho ao longo da jornada do Alzheimer.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/ci3.googleusercontent.com\/meips\/ADKq_NazOmlxjDVBdGTemcVvnjx8vcLtp4hPftQXUIwdB4QMfc6CKMBz5myUT32oq7rYrjWb7TJiSshZXsGpJF6D5Cq9VpfUwbn_Bjs2oCCRhuOo5mf6KuWMnHzhSZfylK3ZCaIlPKt8B0BSlM0wo5YJn1L8POgYLHNJw0gk4X2RCfPeC5ZhcM-ktp2A8GIafq7HaJ-lQaM2J313sjzXhbje=s0-d-e1-ft#https:\/\/files.pressmanager.net\/clientes\/15daa88f6a0190d5bff85026bae36042\/imagens\/2025\/09\/10\/0c2a7f96f3ea9d7f5979e3f98b8c0fb0_medium.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>A sess\u00e3o, na primeira semana de setembro, lotou o cinema no centro da cidade, com&nbsp;p\u00fablico estimado em 400 pessoas, que viram o filme e participaram de um bate-papo&nbsp;com especialistas e com o diretor do curta, Alexandre Estevanato. O m\u00e9dico geriatra&nbsp;Marcos Cabrera, professor da Universidade Estadual de Londrina, afirmou que ficou&nbsp;impressionado com o interesse. \u201cH\u00e1 dez anos, esse tipo de engajamento seria&nbsp;impens\u00e1vel, isso mostra que o tema passou a fazer parte da pauta social.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>A falta de conhecimento sobre as dem\u00eancias continua sendo uma das principais&nbsp;barreiras para a preven\u00e7\u00e3o e o manejo da doen\u00e7a. Um estudo da The Lancet <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/?p=17150\" title=\"FEBRAZ destaca o impacto da desinforma\u00e7\u00e3o sobre Alzheimer durante o Setembro Lil\u00e1s\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":11911,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[6],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/idoso.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/17150"}],"collection":[{"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=17150"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/17150\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17151,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/17150\/revisions\/17151"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/11911"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=17150"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=17150"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=17150"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}