{"id":16410,"date":"2025-04-27T05:00:00","date_gmt":"2025-04-27T08:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/?p=16410"},"modified":"2025-04-25T15:02:01","modified_gmt":"2025-04-25T18:02:01","slug":"coracao-e-rins-em-risco-campanha-nacional-alerta-para-a-sindrome-cardiorrenal-em-caes-e-gatos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/?p=16410","title":{"rendered":"Cora\u00e7\u00e3o e rins em risco: campanha nacional alerta para a s\u00edndrome cardiorrenal em c\u00e3es e gatos"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Iniciativa promovida pela VetFamily integra respons\u00e1veis, m\u00e9dicos-veterin\u00e1rios e ind\u00fastria no combate \u00e0 SCR<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Doen\u00e7as card\u00edacas e renais se inter-relacionam e est\u00e3o entre as principais enfermidades que levam c\u00e3es e gatos a \u00f3bito, especialmente os idosos. Identificar precocemente os sinais e garantir um acompanhamento m\u00e9dico adequado s\u00e3o medidas essenciais para preservar a sa\u00fade e a qualidade de vida dos animais de estima\u00e7\u00e3o.&nbsp;Diante desse cen\u00e1rio, a VetFamily, maior comunidade de m\u00e9dicos-veterin\u00e1rios, cl\u00ednicas e hospitais do Brasil e do mundo,&nbsp;lan\u00e7a a campanha &#8220;Rins e cora\u00e7\u00e3o, sa\u00fade em conex\u00e3o&#8221;, que tem como objetivo conscientizar respons\u00e1veis por pets sobre a s\u00edndrome cardiorrenal (SCR) e apoiar os profissionais da medicina veterin\u00e1ria na orienta\u00e7\u00e3o dos clientes, na identifica\u00e7\u00e3o, no diagn\u00f3stico e no manejo adequado dessa condi\u00e7\u00e3o complexa.<\/p>\n\n\n\n<p>A s\u00edndrome cardiorrenal \u00e9 caracterizada pela intera\u00e7\u00e3o entre o cora\u00e7\u00e3o e os rins, em que a doen\u00e7a ou mesmo o tratamento de um desses \u00f3rg\u00e3os agrava ou desencadeia problemas no outro. \u201cAvaliando dados globais, podemos estimar que cerca de 10% dos c\u00e3es e 15% dos gatos desenvolvem doen\u00e7as do cora\u00e7\u00e3o, e 10% dos c\u00e3es e 30% dos gatos com mais de 15 anos possuem doen\u00e7a renal cr\u00f4nica (DRC), estimativas que comprovam a relev\u00e2ncia de uma campanha que esclare\u00e7a a popula\u00e7\u00e3o e apoie os m\u00e9dicos-veterin\u00e1rios. Como os sistemas card\u00edaco e renal est\u00e3o interligados, ao diagnosticar um animal com doen\u00e7a card\u00edaca, automaticamente deve-se acender um alerta para monitorar, prevenir e diagnosticar precocemente potenciais disfun\u00e7\u00f5es nos rins e vice-versa\u201d, explica o m\u00e9dico-veterin\u00e1rio, Head Latam e Diretor-Geral da VetFamily no Brasil, Henry Berger.<\/p>\n\n\n\n<p>Em humanos, a rela\u00e7\u00e3o entre doen\u00e7as card\u00edacas e renais \u00e9 conhecida h\u00e1 d\u00e9cadas. Por\u00e9m, o termo \u201cs\u00edndrome cardiorrenal\u201d ganhou destaque mais recentemente, e a doen\u00e7a passou a ser classificada em cinco subtipos com base na sequ\u00eancia e na natureza da disfun\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os envolvidos.&nbsp;Na medicina veterin\u00e1ria, a compreens\u00e3o da SCR avan\u00e7ou nos \u00faltimos anos e a literatura veterin\u00e1ria tamb\u00e9m descreve cinco subtipos, semelhantes aos identificados em humanos, reconhecendo a complexidade das intera\u00e7\u00f5es entre esses \u00f3rg\u00e3os.&nbsp;S\u00e3o eles:<\/p>\n\n\n\n<ul><li><strong>S\u00edndrome cardiorrenal aguda (tipo 1)<\/strong>: ocorre quando uma disfun\u00e7\u00e3o card\u00edaca s\u00fabita, como choque cardiog\u00eanico, causa les\u00e3o renal aguda.<\/li><li><strong>S\u00edndrome cardiorrenal cr\u00f4nica (tipo 2)<\/strong>: caracteriza-se pela disfun\u00e7\u00e3o card\u00edaca cr\u00f4nica, como a doen\u00e7a degenerativa mitral, que afeta a press\u00e3o arterial e compromete a perfus\u00e3o renal.<\/li><li><strong>S\u00edndrome renocard\u00edaca aguda (tipo 3)<\/strong>: resulta de um evento agudo renal que leva \u00e0 disfun\u00e7\u00e3o card\u00edaca.<\/li><li><strong>S\u00edndrome renocard\u00edaca cr\u00f4nica (tipo 4)<\/strong>: ocorre quando uma doen\u00e7a renal cr\u00f4nica prim\u00e1ria causa hipertrofia ventricular e eleva o risco de arritmias card\u00edacas. Pode causar altera\u00e7\u00f5es eletrol\u00edticas no organismo do animal, hipertens\u00e3o arterial e anemia, comprometendo o funcionamento do cora\u00e7\u00e3o.<\/li><li><strong>S\u00edndrome cardiorrenal secund\u00e1ria (tipo 5)<\/strong>: relacionada a dist\u00farbios sist\u00eamicos que comprometem simultaneamente a fun\u00e7\u00e3o card\u00edaca e renal, como hiperadrenocorticismo, sepse e pancreatite.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Aten\u00e7\u00e3o redobrada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os sinais cl\u00ednicos da s\u00edndrome cardiorrenal podem variar conforme o est\u00e1gio e o \u00f3rg\u00e3o afetado. Em casos de doen\u00e7a card\u00edaca, \u00e9 comum observar tosse seca persistente, cansa\u00e7o f\u00e1cil, dificuldade respirat\u00f3ria e desmaios. J\u00e1 os sinais de doen\u00e7a renal incluem aumento do consumo de \u00e1gua, urina em excesso, perda de peso, apatia, v\u00f4mitos e, em casos mais graves, convuls\u00f5es. &#8220;O diagn\u00f3stico precoce \u00e9 determinante para um manejo eficiente. Refor\u00e7amos a import\u00e2ncia de consultas regulares com m\u00e9dicos-veterin\u00e1rios para avalia\u00e7\u00e3o integral do paciente&#8221;, destaca a m\u00e9dica-veterin\u00e1ria da VetFamily Brasil, Beatriz Alves de Almeida.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exames diagn\u00f3sticos e tratamento multidisciplinar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para identificar a s\u00edndrome cardiorrenal, \u00e9 necess\u00e1rio um protocolo diagn\u00f3stico abrangente, com exames espec\u00edficos para avaliar a sa\u00fade cardiovascular e renal. Entre os exames recomendados para a avalia\u00e7\u00e3o card\u00edaca est\u00e3o a radiografia tor\u00e1cica, que avalia o tamanho do cora\u00e7\u00e3o e poss\u00edveis altera\u00e7\u00f5es pulmonares; o eletrocardiograma (ECG), para an\u00e1lise da frequ\u00eancia e do ritmo card\u00edaco; e o ecocardiograma, que permite observar em detalhes as estruturas card\u00edacas e sua funcionalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a avalia\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o renal, s\u00e3o indicados exames como ureia, creatinina, SDMA (dimetilarginina sim\u00e9trica) \u2013 biomarcador que detecta precocemente a insufici\u00eancia renal \u2013 e ultrassonografia abdominal, que identifica altera\u00e7\u00f5es estruturais nos rins. &#8220;A combina\u00e7\u00e3o de exames laboratoriais e de imagem \u00e9 essencial para um diagn\u00f3stico correto, permitindo a abordagem terap\u00eautica adequada e personalizada para cada paciente&#8221;, acrescenta a m\u00e9dica-veterin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O manejo terap\u00eautico da SCR \u00e9 desafiador e exige um acompanhamento cont\u00ednuo, com ajuste de doses e monitoramento rigoroso dos par\u00e2metros cl\u00ednicos. Entre os medicamentos frequentemente utilizados est\u00e3o o pimobendan, que melhora a contratilidade do cora\u00e7\u00e3o sem aumentar a demanda de oxig\u00eanio; o telmisartan e o benazepril, indicados para o controle da hipertens\u00e3o arterial; al\u00e9m de fluidoterapia para estabiliza\u00e7\u00e3o de pacientes com les\u00e3o renal aguda e reposi\u00e7\u00e3o hormonal em casos de anemia decorrente de disfun\u00e7\u00e3o renal.<\/p>\n\n\n\n<p>A preven\u00e7\u00e3o e o manejo adequado da s\u00edndrome cardiorrenal envolvem medidas que v\u00e3o al\u00e9m do tratamento medicamentoso. Uma dieta espec\u00edfica, prescrita pelo m\u00e9dico-veterin\u00e1rio, pode retardar a progress\u00e3o da doen\u00e7a, enquanto a pr\u00e1tica de exerc\u00edcios moderados auxilia na manuten\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio metab\u00f3lico e cardiovascular. Exames peri\u00f3dicos s\u00e3o fundamentais para monitorar a evolu\u00e7\u00e3o do quadro e ajustar a abordagem terap\u00eautica conforme a necessidade do paciente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conex\u00e3o que beneficia os animais de estima\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A miss\u00e3o da VetFamily \u00e9 criar solu\u00e7\u00f5es inovadoras para m\u00e9dicos-veterin\u00e1rios e apoi\u00e1-los para que promovam melhor qualidade de vida aos animais. Com a campanha &#8216;Rins e cora\u00e7\u00e3o, sa\u00fade em conex\u00e3o&#8217;, queremos ampliar a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a s\u00edndrome cardiorrenal e refor\u00e7ar a import\u00e2ncia do diagn\u00f3stico precoce e do acompanhamento cont\u00ednuo. A integra\u00e7\u00e3o entre nossa comunidade, m\u00e9dicos-veterin\u00e1rios, respons\u00e1veis e ind\u00fastria farmac\u00eautica \u00e9 essencial para enfrentar os desafios dessa condi\u00e7\u00e3o complexa&#8221;, conclui Beatriz. A campanha conta com o patroc\u00ednio das maiores ind\u00fastrias farmac\u00eauticas do pa\u00eds &#8211; Boehringer Ingelheim, Dechra e Elanco \u2013 e divulga\u00e7\u00e3o nas redes sociais da VetFamily, parceiros e membros da comunidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Iniciativa promovida pela VetFamily integra respons\u00e1veis, m\u00e9dicos-veterin\u00e1rios e ind\u00fastria no combate \u00e0 SCR Doen\u00e7as card\u00edacas e renais se inter-relacionam e est\u00e3o entre as principais enfermidades <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/?p=16410\" title=\"Cora\u00e7\u00e3o e rins em risco: campanha nacional alerta para a s\u00edndrome cardiorrenal em c\u00e3es e gatos\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":16411,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/cachorro.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/16410"}],"collection":[{"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=16410"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/16410\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16412,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/16410\/revisions\/16412"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/16411"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=16410"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=16410"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=16410"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}