{"id":14125,"date":"2024-08-16T12:34:12","date_gmt":"2024-08-16T15:34:12","guid":{"rendered":"http:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/?p=14125"},"modified":"2024-08-16T12:34:14","modified_gmt":"2024-08-16T15:34:14","slug":"utis-equipes-multiprofissionais-asseguram-84-de-sobrevivencia-de-pacientes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/?p=14125","title":{"rendered":"UTIs: equipes multiprofissionais asseguram 84% de sobreviv\u00eancia de pacientes"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Por tr\u00e1s das hist\u00f3rias dos quase nove em cada dez brasileiros internados que recebem alta de UTIs, est\u00e3o hospitais reconhecidos pela seguran\u00e7a assistencial e humaniza\u00e7\u00e3o do atendimento<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Um ambiente onde m\u00e9dicos intensivistas e equipes multiprofissionais se dedicam incansavelmente a homens e mulheres no limiar da luta pela sobreviv\u00eancia. Nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), a complexidade do tratamento se une \u00e0 mais avan\u00e7ada tecnologia para garantir o melhor cuidado aos pacientes em estado grave. Ali, o sil\u00eancio \u00e9 interrompido pelo som r\u00edtmico dos aparelhos, pelas conversas sussurradas entre profissionais e pelos passos r\u00e1pidos no corredor. \u00c9 nesse cen\u00e1rio de trabalho intenso e coordenado que quase nove em cada dez brasileiros internados recebem alta, conforme dados da Associa\u00e7\u00e3o de Medicina Intensiva Brasileira (Amib).<\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros da Amib fazem parte do Projeto UTIs Brasileiras, que revela que a taxa de sobreviv\u00eancia nesses ambientes chega a 84%, com uma concentra\u00e7\u00e3o significativa de interna\u00e7\u00f5es entre idosos. Para alcan\u00e7ar tais resultados, as unidades de sa\u00fade priorizam a seguran\u00e7a assistencial e a humaniza\u00e7\u00e3o do atendimento. \u00c9 o que acontece nos hospitais S\u00e3o Marcelino Champagnat e Universit\u00e1rio Cajuru que, pelo segundo ano consecutivo, figuram na lista de melhores UTIs do Brasil, divulgada pela Amib. O Hospital S\u00e3o Marcelino Champagnat foi contemplado com o selo Top Performer, sendo o \u00fanico do Paran\u00e1 a receber esse reconhecimento, enquanto o Hospital Universit\u00e1rio Cajuru obteve o t\u00edtulo de UTI Eficiente.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O nosso trabalho nas UTIs deve sempre ser baseado em evid\u00eancias cient\u00edficas e no constante avan\u00e7o do conhecimento m\u00e9dico. Embora a tecnologia e os equipamentos de ponta sejam fundamentais, \u00e9 a combina\u00e7\u00e3o disso com a execu\u00e7\u00e3o meticulosa das pr\u00e1ticas que assegura a precis\u00e3o dos resultados&#8221;, analisa a coordenadora das UTIs dos hospitais que fazem parte da frente de sa\u00fade do Grupo Marista, Viviane Chaiben. &#8220;A tomada de decis\u00e3o deve focar no melhor para o paciente, considerando o progn\u00f3stico e antecipando problemas com estudo e alertas constantes. No contexto do SUS, destacamos a import\u00e2ncia do atendimento de excel\u00eancia e do toque humano insubstitu\u00edvel&#8221;, complementa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Hist\u00f3rias que marcam<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Pacientes em estado cr\u00edtico recebem n\u00e3o apenas cuidados m\u00e9dicos, mas tamb\u00e9m a dedica\u00e7\u00e3o e a expertise de profissionais empenhados em oferecer o melhor tratamento poss\u00edvel. Entre tantas hist\u00f3rias marcantes para aqueles que trabalham em UTIs, a m\u00e9dica intensivista Viviane Chaiben lembra especialmente do paciente Felipe Mader Vieira, que tem o mesmo nome de seu filho. Internado no Hospital Universit\u00e1rio Cajuru com um quadro abdominal grave e suspeita de c\u00e2ncer, Felipe passou por mais de seis reanima\u00e7\u00f5es cardiorrespirat\u00f3rias e enfrentou cinco horas ininterruptas de cirurgia dentro da pr\u00f3pria UTI. &#8220;Lembro de entrar na unidade, me deparar com ele sofrendo mais uma parada cardiorrespirat\u00f3ria e, naquele momento, afirmar para mim mesma que o paciente precisava sobreviver. Ele tinha apenas 16 anos e merecia ter a chance de tratar o c\u00e2ncer&#8221;, recorda a m\u00e9dica.<\/p>\n\n\n\n<p>Formados por profissionais de terapia intensiva, os times de resposta r\u00e1pida atuam com agilidade nas UTIs, resolvendo emerg\u00eancias e otimizando cada segundo na luta pela vida. Eles contam com inova\u00e7\u00e3o, recursos t\u00e9cnicos e, principalmente, com a capacidade de tomar decis\u00f5es \u00e1geis e eficazes. No caso de Felipe, a atua\u00e7\u00e3o desse time foi crucial para sua sobreviv\u00eancia e transfer\u00eancia para um hospital especializado no tratamento de c\u00e2ncer de intestino. &#8220;Ap\u00f3s a transfer\u00eancia, continuei acompanhando a sua recupera\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia e fiquei imensamente feliz ao receber a not\u00edcia de sua cura. Um tempo depois, fui surpreendida com um gesto de gratid\u00e3o: docinhos que a fam\u00edlia enviou para celebrar e expressar a alegria por ele estar bem e vivo&#8221;, relata Viviane.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao todo, foram quase tr\u00eas meses internado ininterruptamente em UTIs de hospitais de Curitiba (PR). Para o paciente Felipe, hoje com 20 anos, o trabalho incans\u00e1vel da equipe multiprofissional foi determinante para sua plena recupera\u00e7\u00e3o, permitindo-lhe retornar para casa e recome\u00e7ar sua vida. &#8220;Tenho um sentimento enorme de gratid\u00e3o e carinho por quem me cuidou durante o meu processo de cura. Todo dia eu agrade\u00e7o pela vida e por estar bem&#8221;, compartilha.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Trabalho em equipe<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A rotina dos m\u00e9dicos intensivistas e das equipes multiprofissionais nas UTIs \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia, humanidade e resili\u00eancia. Longe dos holofotes, eles trabalham dia e noite para restaurar o direito \u00e0 vida, compreendendo a import\u00e2ncia do esfor\u00e7o coletivo. &#8220;Cada membro da equipe multiprofissional desempenha um papel crucial, e a sinergia entre todos \u00e9 indispens\u00e1vel para alcan\u00e7ar o bem-estar e a recupera\u00e7\u00e3o dos pacientes. Sabemos que n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para o sucesso individual, e que a colabora\u00e7\u00e3o m\u00fatua entre m\u00e9dicos, enfermeiros e fisioterapeutas \u00e9 o que garante uma abordagem integrada e eficaz no tratamento&#8221;, explica a m\u00e9dica intensivista dos hospitais S\u00e3o Marcelino Champagnat e Universit\u00e1rio Cajuru.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o aumento da expectativa de vida da popula\u00e7\u00e3o e o avan\u00e7o das doen\u00e7as cr\u00f4nicas, a demanda por leitos de UTI tem crescido significativamente. Por isso, Viviane Chaiben destaca que a terapia intensiva precisa estar no centro das opera\u00e7\u00f5es hospitalares. &#8220;Ao coordenar o cuidado e otimizar o uso de todos os recursos e equipamentos dispon\u00edveis, o m\u00e9dico intensivista gerencia sistemas complexos de suporte, assegurando que cada aspecto do tratamento seja ajustado com precis\u00e3o para maximizar a recupera\u00e7\u00e3o dos pacientes cr\u00edticos. \u00c9 fundamental oferecer um acolhimento integral que inclua as fam\u00edlias, alivie a ansiedade e o sofrimento, e forne\u00e7a uma compreens\u00e3o clara das poss\u00edveis dire\u00e7\u00f5es e perspectivas que se apresentam&#8221;, finaliza.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Por tr\u00e1s das hist\u00f3rias dos quase nove em cada dez brasileiros internados que recebem alta de UTIs, est\u00e3o hospitais reconhecidos pela seguran\u00e7a assistencial e humaniza\u00e7\u00e3o <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/?p=14125\" title=\"UTIs: equipes multiprofissionais asseguram 84% de sobreviv\u00eancia de pacientes\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":2300,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[6],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/uti.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/14125"}],"collection":[{"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=14125"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/14125\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14126,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/14125\/revisions\/14126"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2300"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=14125"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=14125"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=14125"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}