{"id":14098,"date":"2024-08-15T09:58:46","date_gmt":"2024-08-15T12:58:46","guid":{"rendered":"http:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/?p=14098"},"modified":"2024-08-15T09:58:47","modified_gmt":"2024-08-15T12:58:47","slug":"sinais-de-que-a-crianca-precisa-consultar-um-otorrinolaringologista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/?p=14098","title":{"rendered":"Sinais de que a crian\u00e7a precisa consultar um otorrinolaringologista"},"content":{"rendered":"\n<p><em>A Academia Brasileira de Otorrinolaringologia Pedi\u00e1trica destaca que o atraso na fala, respirar pela boca ou ter dores de garganta recorrentes como indicativos de alerta na sa\u00fade infantil.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O bom funcionamento do ouvido, da garganta e do nariz \u00e9 essencial para o desenvolvimento infantil saud\u00e1vel.&nbsp; Quando a fala, a audi\u00e7\u00e3o, o sono ou a respira\u00e7\u00e3o n\u00e3o v\u00e3o bem, a compreens\u00e3o, o rendimento escolar, a express\u00e3o da linguagem e o desempenho social da crian\u00e7a ficam prejudicados, assim como a sua evolu\u00e7\u00e3o f\u00edsica.<\/p>\n\n\n\n<p>A fim de orientar pais e respons\u00e1veis de que a detec\u00e7\u00e3o precoce de poss\u00edveis altera\u00e7\u00f5es pode reduzir os impactos negativos \u00e0 qualidade de vida da crian\u00e7a, o presidente da Academia Brasileira de Otorrinolaringologia Pedi\u00e1trica (ABOPe) e membro da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia C\u00e9rvico-Facial (ABORL-CCF), Dr. Rodrigo Pereira, elenca os principais sinais de alerta de que a crian\u00e7a precisa de uma avalia\u00e7\u00e3o especializada de um otorrinolaringologista.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Atraso na fala&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As primeiras palavras com sentido, geralmente, se iniciam por volta do primeiro anivers\u00e1rio e a demora nesta etapa pode ser um indicador de problemas na audi\u00e7\u00e3o. O atraso de linguagem tamb\u00e9m \u00e9 um sinal de alerta para investigar o autismo, mas \u00e9 fundamental termos a certeza que a crian\u00e7a ouve bem.<\/p>\n\n\n\n<p><br>\u201cA dificuldade de associar palavras ou fazer trocas de letras na hora de pronunci\u00e1-las, tamb\u00e9m podem ser demonstrativos do problema, que se n\u00e3o identificado e tratado, pode gerar uma barreira para o desenvolvimento integral nas fases iniciais da inf\u00e2ncia\u201d, explica Rodrigo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Falar muito alto ou n\u00e3o atender a um chamado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O comportamento de falar alto, aumentar o volume de aparelhos sonoros, n\u00e3o localizar adequadamente de onde os sons est\u00e3o vindo &#8211; n\u00e3o olhar para onde vem algum ru\u00eddo novo no ambiente e\/ou n\u00e3o reagir ao ser chamado pelo nome, podem representar que h\u00e1 dificuldade auditiva. O problema pode estar ligado \u00e0s quest\u00f5es simples, como o ac\u00famulo de cera no ouvido, ou a casos mais s\u00e9rios devido a quest\u00f5es gen\u00e9ticas ou por otites &#8211; inflama\u00e7\u00f5es do ouvido \u2013 \u00e0s vezes se manifestando apenas como uma secre\u00e7\u00e3o indolor e residual no ouvido ou como infec\u00e7\u00f5es bacterianas dolorosas, podendo inclusive ocasionar febre.<br><br>\u201cAs otites s\u00e3o comuns em crian\u00e7as e mesmo ap\u00f3s o tratamento com antibi\u00f3tico, elas podem permanecer com algum comprometimento na audi\u00e7\u00e3o, por isso o cuidado \u00e9 redobrado. A crian\u00e7a que n\u00e3o escuta adequadamente ficar\u00e1 com o desenvolvimento da fala e da linguagem prejudicados. Uma avalia\u00e7\u00e3o do ouvido \u00e9 sempre importante\u201d, destaca Rodrigo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rouquid\u00e3o ou dores de garganta constante<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Rouquid\u00e3o por mais de duas semanas e dores de garganta recorrentes indicam uma necessidade de avalia\u00e7\u00e3o com otorrinolaringologista, pois podem n\u00e3o ser apenas decorrentes de infec\u00e7\u00f5es nas vias a\u00e9reas superiores, como resfriados, sinusite e infec\u00e7\u00e3o na garganta. Em casos mais raros, os sintomas podem ser reflexo de altera\u00e7\u00f5es anat\u00f4micas da laringe desenvolvidas de forma cong\u00eanita ou de problemas neurol\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Respirar pela boca<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A crian\u00e7a que respira s\u00f3 pela boca ou tem dificuldades de fazer esse processo pelo nariz pode estar enfrentando desde um quadro de rinite al\u00e9rgica, que \u00e9 uma inflama\u00e7\u00e3o no revestimento interno das narinas, que pode provocar tamb\u00e9m coceira no nariz, espirros e coriza ou quadros mais complexos que podem necessitar de cirurgia, como hipertrofia (crescimento demasiado) das am\u00edgdalas e\/ou adenoide.<\/p>\n\n\n\n<p>A respira\u00e7\u00e3o bucal quando n\u00e3o identificada e tratada ainda na inf\u00e2ncia tamb\u00e9m pode provocar muitos problemas, como deformidades na face ao longo do tempo, problemas odontol\u00f3gicos, sono ruim e aumento de infec\u00e7\u00f5es no organismo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO nariz filtra o ar direcionado para os pulm\u00f5es e o mau h\u00e1bito de respirar pela boca elimina essa etapa de limpeza, al\u00e9m de n\u00e3o aquecer e umidificar o ar respirado de forma adequada &#8211; irritando toda a via a\u00e9rea e prejudicando as trocas gasosas. Como o organismo da crian\u00e7a \u00e9 mais vulner\u00e1vel, pois est\u00e1 em forma\u00e7\u00e3o, essa pr\u00e1tica aumenta ainda mais as chances de ela desenvolver viroses e outras doen\u00e7as\u201d, afirma Rodrigo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ronco e sono agitado&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dormir mal, roncar ou ter paradas na respira\u00e7\u00e3o, as chamadas apneias, apontam que a crian\u00e7a tem algum dist\u00farbio do sono.&nbsp; \u201cMuitas vezes identificamos como causa desse problema o aumento das am\u00edgdalas ou das adenoides, conhecidas popularmente como carne esponjosa. Esse quadro pode prejudicar a passagem do ar, levando \u00e0 obstru\u00e7\u00e3o nasal, respira\u00e7\u00e3o incorreta e roncos, impactando o sono, que \u00e9 essencial para o desenvolvimento cognitivo da crian\u00e7a\u201d, completa o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Preven\u00e7\u00e3o e diagn\u00f3stico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dr. Rodrigo destaca que a aten\u00e7\u00e3o e o conhecimento dos pais e respons\u00e1veis sobre esses sinais s\u00e3o primordiais para detectar precocemente qualquer problema de audi\u00e7\u00e3o, respira\u00e7\u00e3o, sono e fala na inf\u00e2ncia. Ao identificar as altera\u00e7\u00f5es, a crian\u00e7a deve ser direcionada a uma avalia\u00e7\u00e3o especializada com otorrinolaringologista.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO m\u00e9dico far\u00e1 uma investiga\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, testes no consult\u00f3rio e exames especializados com equipamentos no consult\u00f3rio ou encaminhar\u00e1 para centros de diagn\u00f3stico por imagem. Isso varia conforme o problema. Quanto antes houver o diagn\u00f3stico, menores s\u00e3o as chances de complica\u00e7\u00f5es e comprometimentos no desenvolvimento da crian\u00e7a\u201d, explica o presidente da ABOPe.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tratamentos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O tratamento varia conforme o problema.&nbsp; No caso da rinite al\u00e9rgica, al\u00e9m do controle ambiental para evitar o contato com fatores alerg\u00eanicos, o uso de medica\u00e7\u00e3o adequada \u00e0 faixa et\u00e1ria pode ser prescrita. J\u00e1 as crian\u00e7as com adenoides e am\u00edgdalas aumentadas geralmente t\u00eam como recomenda\u00e7\u00e3o m\u00e9dica a cirurgia de retirada dessas estruturas.<br><br>Para problemas de audi\u00e7\u00e3o, os tratamentos podem ser \u00e0 base de medicamentos, pequenos procedimentos, reabilita\u00e7\u00e3o com aparelhos auditivos e\/ou mesmo uma cirurgia para implante coclear. No caso do atraso de linguagem, o trabalho terap\u00eautico pode envolver uma equipe multidisciplinar, reunindo n\u00e3o s\u00f3 o otorrinolaringologista, mas tamb\u00e9m psic\u00f3logos, fonoaudi\u00f3logos, terapeutas ocupacionais, psicopedagogos, entre outros especialistas, para que o processo de reabilita\u00e7\u00e3o seja eficiente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA consulta com o otorrinolaringologista deve acontecer pelo menos uma vez ao ano para acompanhar o desenvolvimento da crian\u00e7a de maneira integral. Essa abordagem permite identificar complica\u00e7\u00f5es potenciais, que, se tratadas desde o in\u00edcio, podem ser superadas e contribuir para a experi\u00eancia de vida e sa\u00fade geral da crian\u00e7a\u201d, finaliza Dr. Pereira.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre a ABORL-CCF<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Com 75 anos de atua\u00e7\u00e3o entre Federa\u00e7\u00e3o, Sociedade e Associa\u00e7\u00e3o, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia C\u00e9rvico-Facial (ABORL-CCF), Departamento de Otorrinolaringologia da Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira (AMB), promove o desenvolvimento da especialidade por meio de seus cursos, congressos, projetos de educa\u00e7\u00e3o m\u00e9dica e interc\u00e2mbios cient\u00edficos, entre outras entidades nacionais e internacionais. Busca tamb\u00e9m a defesa da especialidade e luta por melhores formas para uma remunera\u00e7\u00e3o justa em prol dos mais de 8.600 otorrinolaringologistas em todo o pa\u00eds.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>A Academia Brasileira de Otorrinolaringologia Pedi\u00e1trica destaca que o atraso na fala, respirar pela boca ou ter dores de garganta recorrentes como indicativos de alerta <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/?p=14098\" title=\"Sinais de que a crian\u00e7a precisa consultar um otorrinolaringologista\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":14099,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[6],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/kids.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/14098"}],"collection":[{"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=14098"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/14098\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14100,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/14098\/revisions\/14100"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/14099"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=14098"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=14098"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=14098"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}