{"id":11239,"date":"2024-03-08T14:43:48","date_gmt":"2024-03-08T17:43:48","guid":{"rendered":"http:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/?p=11239"},"modified":"2024-03-08T14:43:49","modified_gmt":"2024-03-08T17:43:49","slug":"pesquisa-coordenada-por-medico-baiano-reforca-a-necessidade-de-mais-atencao-para-pacientes-com-cancer-colorretal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/?p=11239","title":{"rendered":"Pesquisa coordenada por m\u00e9dico baiano refor\u00e7a a necessidade de mais aten\u00e7\u00e3o para pacientes com c\u00e2ncer colorretal"},"content":{"rendered":"\n<p>O estudo, desenvolvido por uma equipe de m\u00e9dicos brasileiros e liderado pelo oncologista Bruno Prot\u00e1sio, do NOB Oncocl\u00ednicas, mostrou que tumores colorretais localizados do lado direito t\u00eam um progn\u00f3stico pior que aqueles localizados do lado esquerdo<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo coordenado pelo oncologista baiano Bruno Prot\u00e1sio, da equipe do NOB Oncocl\u00ednicas, refor\u00e7ou a necessidade de maior aten\u00e7\u00e3o para alguns pacientes com c\u00e2ncer colorretal ou c\u00e2ncer de intestino. Mar\u00e7o \u00e9 o m\u00eas de conscientiza\u00e7\u00e3o do tumor, que est\u00e1 entre os de maior incid\u00eancia entre homens e mulheres e pode ser muito agressivo quando diagnosticado tardiamente. Esse tipo de c\u00e2ncer representa 6,5% do total de neoplasias, atr\u00e1s apenas do c\u00e2ncer de pele n\u00e3o melanoma (31,3% do total de casos), mama feminina (10,5%) e pr\u00f3stata (10,2%).<br>A pesquisa, resultado de uma tese de doutorado apresentada pelo m\u00e9dico no Instituto do C\u00e2ncer do Estado de S\u00e3o Paulo vinculado \u00e0 Universidade de S\u00e3o Paulo ( ICESP \u2013 USP ), foi publicada no jornal cient\u00edfico Clinical Colorectal Cancer e a tese foi divulgada no portal da USP. Tamb\u00e9m participaram do estudo Tiago Biachi de Castria, Renato Natalino, Fl\u00e1via R. Mangone, Daniel Fernandes Saragiotto, Jorge Sabbaga, Paulo M. Hoff e Roger Chamas.<br>\u201cO estudo refor\u00e7a um achado j\u00e1 visto em pesquisas internacionais anteriores, s\u00f3 que agora com a popula\u00e7\u00e3o brasileira, e conclui que a localiza\u00e7\u00e3o dos tumores de intestino do lado direito tende a ter um progn\u00f3stico pior do que aqueles localizados do lado esquerdo\u201d, afirma Bruno Prot\u00e1sio.<br>A an\u00e1lise \u201cImpacto progn\u00f3stico da localiza\u00e7\u00e3o do tumor prim\u00e1rio no c\u00e2ncer colorretal est\u00e1dio III \u2013 evid\u00eancias do mundo real de uma coorte brasileira\u201d &#8211; acompanhou mais de 250 pacientes com c\u00e2ncer de intestino grosso sem met\u00e1stases quando diagnosticado, e que foram tratados com cirurgia seguida por quimioterapia complementar. Os volunt\u00e1rios foram acompanhados em m\u00e9dia ao longo de 5 anos e, ao final do estudo, os autores identificaram que os pacientes que tinham tumores localizados no lado direito do intestino (tumores do ceco, c\u00f3lon direito e \u00e2ngulo hep\u00e1tico) apresentaram um pior progn\u00f3stico quando comparados com os tumores do lado esquerdo (tumores do \u00e2ngulo espl\u00eanico, c\u00f3lon esquerdo, retossigm\u00f3ide e reto alto). \u201cIsso refor\u00e7a a necessidade de redobrar a aten\u00e7\u00e3o durante o acompanhamento oncol\u00f3gico destes pacientes com tumores de intestino localizados do lado direito\u201d, destaca o m\u00e9dico respons\u00e1vel pela pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00e2ncer colorretal, estilo de vida e preven\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O c\u00e2ncer colorretal \u00e9 considerado um tumor associado ao estilo de vida e abrange os tumores que acometem a parte do intestino grosso, chamada c\u00f3lon, e sua por\u00e7\u00e3o final, o reto. 90% dos casos da doen\u00e7a se originam a partir de p\u00f3lipos (les\u00f5es benignas que se desenvolvem na parede interna do \u00f3rg\u00e3o, especialmente a partir dos 50 anos). Se diagnosticado precocemente, a chance de cura pode ser superior a 90%. De acordo com a estimativa do Instituto Nacional do C\u00e2ncer (INCA), 45.630 novos casos de c\u00e2ncer colorretal devem ser registrados no Brasil neste ano. Apenas na Bahia, s\u00e3o estimados 1.940 novos casos da doen\u00e7a em 2024.<br>A obesidade, a alimenta\u00e7\u00e3o pobre em fibras e rica em alimentos embutidos e industrializados, o sedentarismo e o tabagismo s\u00e3o fatores de risco para o desenvolvimento desse tipo de c\u00e2ncer. Por isso, a mudan\u00e7a de h\u00e1bitos de vida e a informa\u00e7\u00e3o s\u00e3o as melhores armas para combater essa doen\u00e7a.<br>Segundo relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS), o consumo excessivo de carnes vermelhas, gorduras, embutidos, processados e refinados, como salsicha, lingui\u00e7a, bacon e presunto, aumentam o risco de c\u00e2ncer do intestino.<br>De acordo com o oncologista Bruno Prot\u00e1sio, \u201ca realiza\u00e7\u00e3o do exame de colonoscopia \u00e9 a forma mais eficaz de diagnosticar e prevenir os tumores colorretais\u201d. Trata-se de um exame endosc\u00f3pico do intestino grosso &#8211; c\u00f3lon e reto &#8211; onde \u00e9 introduzido um tubo com uma c\u00e2mera na extremidade, permitindo detectar e remover p\u00f3lipos ou tumores malignos em diversos est\u00e1gios. A orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 que o exame seja realizado a partir dos 45 anos e repetido a cada cinco ou dez anos, de acordo com indica\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, para pessoas assintom\u00e1ticas e sem fatores de risco, ou seja, sem hist\u00f3rico de c\u00e2ncer de intestino ou p\u00f3lipos na fam\u00edlia, e doen\u00e7a inflamat\u00f3ria intestinal.<br>Altera\u00e7\u00f5es no h\u00e1bito intestinal (diarreia ou constipa\u00e7\u00e3o), sangue nas fezes, fraqueza, perda de peso sem causa aparente, desconforto ou dor abdominal s\u00e3o alguns dos sintomas que podem estar associados ao c\u00e2ncer de intestino.<\/p>\n\n\n\n<p>Tratamentos<br>O estadiamento do tumor colorretal, ou seja, a sua extens\u00e3o e grau de dissemina\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o, envolve o uso de exames de imagem e diagn\u00f3stico avan\u00e7ado, sendo fundamentais para que a equipe m\u00e9dica possa definir o tratamento mais indicado. S\u00e3o muitas as possibilidades para a abordagem terap\u00eautica da doen\u00e7a e esse leque de tratamentos aumenta a cada dia com a incorpora\u00e7\u00e3o de terapias mais eficazes e menos t\u00f3xicas.<br>Os tratamentos, preferencialmente, devem envolver uma equipe multidisciplinar dedicada a abordagem terap\u00eautica desta patologia; composta por cirurgi\u00f5es, radioncologistas, oncologistas cl\u00ednicos, endoscopistas, radiologistas, al\u00e9m das equipes de apoio com psic\u00f3logos, nutricionistas, estomaterapeutas e enfermeiras.<br>Em geral, os tratamentos se dividem em locais (cirurgia aberta laparosc\u00f3pica ou rob\u00f3tica; radioterapia; emboliza\u00e7\u00e3o e abla\u00e7\u00e3o) ou sist\u00eamicos (quimioterapia, imunoterapia e terapias-alvo). \u201c\u00c9 a indica\u00e7\u00e3o adequada dessas modalidades que traz o melhor resultado para os pacientes, tanto para aumentar a possibilidade de cura, como para preservar o reto e evitar a necessidade de colostomia definitiva\u201d, finaliza o especialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a Oncocl\u00ednicas&amp;Co<br>A Oncocl\u00ednicas&amp;Co. &#8211; maior grupo dedicado ao tratamento do c\u00e2ncer na Am\u00e9rica Latina &#8211; tem um modelo especializado e inovador focado em toda a jornada do tratamento oncol\u00f3gico, aliando efici\u00eancia operacional, atendimento humanizado e especializa\u00e7\u00e3o, por meio de um corpo cl\u00ednico composto por mais de 2.700 m\u00e9dicos especialistas com \u00eanfase em oncologia. Com a miss\u00e3o de democratizar o tratamento oncol\u00f3gico no pa\u00eds, oferece um sistema completo de atua\u00e7\u00e3o composto por cl\u00ednicas ambulatoriais integradas a cancer centers de alta complexidade. Atualmente possui 143 unidades em 38 cidades brasileiras, permitindo acesso ao tratamento oncol\u00f3gico em todas as regi\u00f5es que atua, com padr\u00e3o de qualidade dos melhores centros de refer\u00eancia mundiais no tratamento do c\u00e2ncer.<br>Com tecnologia, medicina de precis\u00e3o e gen\u00f4mica, a Oncocl\u00ednicas traz resultados efetivos e acesso ao tratamento oncol\u00f3gico, realizando aproximadamente 615 mil tratamentos nos \u00faltimos 12 meses. Possui a Boston Lighthouse Innovation, empresa especializada em bioinform\u00e1tica, sediada em Cambridge, Estados Unidos, e participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria na MedSir, empresa espanhola dedicada ao desenvolvimento e gest\u00e3o de ensaios cl\u00ednicos para pesquisas independentes sobre o c\u00e2ncer.<br>Para mais informa\u00e7\u00f5es, acesse http:\/\/www.grupooncoclinicas.com<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>O estudo, desenvolvido por uma equipe de m\u00e9dicos brasileiros e liderado pelo oncologista Bruno Prot\u00e1sio, do NOB Oncocl\u00ednicas, mostrou que tumores colorretais localizados do lado <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/?p=11239\" title=\"Pesquisa coordenada por m\u00e9dico baiano refor\u00e7a a necessidade de mais aten\u00e7\u00e3o para pacientes com c\u00e2ncer colorretal\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":11240,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[6],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/intestino.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11239"}],"collection":[{"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=11239"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11239\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11241,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11239\/revisions\/11241"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/11240"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=11239"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=11239"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=11239"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}