{"id":11048,"date":"2024-02-26T15:46:08","date_gmt":"2024-02-26T18:46:08","guid":{"rendered":"http:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/?p=11048"},"modified":"2024-02-26T15:46:09","modified_gmt":"2024-02-26T18:46:09","slug":"low-carb-auxilia-na-mitigacao-dos-sintomas-da-menopausa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/?p=11048","title":{"rendered":"Low-carb auxilia na mitiga\u00e7\u00e3o dos sintomas da menopausa"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Segundo o m\u00e9dico refer\u00eancia em low-carb no Brasil, Jos\u00e9 Carlos Souto, dieta de baixo carboidrato ajuda na diminui\u00e7\u00e3o dos fogachos e no controle do ganho de peso e do ac\u00famulo de gordura visceral<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A menopausa \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o que afeta as mulheres geralmente entre os 45 e 50 anos de idade, e que sinaliza o fim do ciclo reprodutivo. Ela costuma vir acompanhada de diversos sintomas que s\u00e3o um verdadeiro tormento, entre os quais: calor\u00f5es, os chamados fogachos; ganho de peso; ac\u00famulo de gordura visceral (na barriga); e piora na sensibilidade \u00e0 insulina, que pode acarretar diabetes e pr\u00e9-diabetes. Nesse sentido, destaca o&nbsp;m\u00e9dico refer\u00eancia em low-carb no Brasil, autor do livro&nbsp;<strong>\u201cUma dieta al\u00e9m da moda \u2013 Uma abordagem cient\u00edfica para a perda de peso e a manuten\u00e7\u00e3o da sa\u00fade\u201d, Jos\u00e9 Carlos Souto<\/strong>, a low-carb apresenta diversos benef\u00edcios \u00e0s mulheres menop\u00e1usicas e p\u00f3s-menop\u00e1usicas, justamente porque atua para mitigar diversos dos sintomas relacionados a essa fase.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme Souto, uma estrat\u00e9gia alimentar de baixo carboidrato pode ajudar na diminui\u00e7\u00e3o dos fogachos, um dos mais inc\u00f4modos sintomas da menopausa, devido \u00e0 sua efic\u00e1cia na diminui\u00e7\u00e3o da resist\u00eancia \u00e0 insulina. Isto porque, afirma o m\u00e9dico refer\u00eancia em low-carb no Brasil, j\u00e1 est\u00e1 bem documentado na literatura cient\u00edfica que mulheres menop\u00e1usicas e p\u00f3s-menop\u00e1usicas que apresentam resist\u00eancia \u00e0 insulina t\u00eam mais fogachos. \u201cPortanto, em tese, uma dieta low-carb, que melhora a resist\u00eancia \u00e0 insulina, pode aliviar os fogachos\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A efic\u00e1cia da low-carb para a gest\u00e3o de peso j\u00e1 \u00e9 conhecida. De acordo com Souto, existem muitos ensaios cl\u00ednicos randomizados mostrando que essa \u00e9 uma forma de se alimentar que favorece a perda de peso em qualquer idade. \u201cTrata-se de uma das estrat\u00e9gias que permite perder gordura corporal sem ter que passar fome no processo\u201d, diz. Com rela\u00e7\u00e3o aos benef\u00edcios causados por uma dieta de baixo carboidrato especificamente para a perda de peso em mulheres menop\u00e1usicas e p\u00f3s-menop\u00e1usicas, o m\u00e9dico refer\u00eancia em low-carb no Brasil, afirma n\u00e3o haver estudos randomizados voltados especificamente ao tema.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, destaca Souto, h\u00e1 um grande estudo observacional sinalizando que a estrat\u00e9gia auxilia nesse sentido. Realizado com 88 mil mulheres, todas p\u00f3s-menop\u00e1usicas, o estudo constatou que as participantes que seguiram uma dieta com menos carboidrato perderam peso, enquanto as que adotaram uma dieta com baixa gordura e alto carboidrato ganharam peso. \u201cMesmo sendo observacional, a confiabilidade desse estudo aumenta em raz\u00e3o dos diversos ensaios cl\u00ednicos randomizados, n\u00e3o especificamente em p\u00f3s-menopausa, que demostraram que a low-carb \u00e9 uma forma de se alimentar que favorece a perda de peso\u201d, explica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mulheres ap\u00f3s a menopausa precisam de mais prote\u00edna e um aporte adequado de c\u00e1lcio, afirma o m\u00e9dico. Dessa forma, segundo ele, uma dieta de baixo carboidrato bem formulada atende \u00e0s necessidades nutricionais das mulheres nesta fase. \u201cIsto porque, uma dieta low-carb equilibrada, que n\u00e3o \u00e9 necessariamente a mesma das redes sociais, \u00e9 n\u00e3o somente pobre em carboidratos, mas rica em prote\u00ednas, e admite o consumo de latic\u00ednios, como queijo, por exemplo, que \u00e9 rico em c\u00e1lcio\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/ci3.googleusercontent.com\/meips\/ADKq_NaY2LuZiJH3p_xtZgPurBPoxh5DCh6OtJlLCOzSfzyxv3oZ6sm-pKSr4NFMDLcWD2vvj2zqmKqqaJhGShBzHXiTWT4EKfgdHbocFwp0FWficzmj_KZNkNYquXfq-gBMrYF5QVEOJLDXftLjti4LBgMNs4Ux-DTKZDWcGlXhYymKMyyTrazycL6m2gA_tZy-Ad14pMEUgXm8SjZ-VjVk=s0-d-e1-ft#https:\/\/files.pressmanager.net\/clientes\/094dec37ff03e73cf4914ce5b528b788\/imagens\/2023\/12\/13\/cd8786b1b233bf410338a3d225ebcc53_medium.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Jos\u00e9 Carlos Souto, m\u00e9dico e autor do livro:&nbsp;<\/em>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em>Uma Dieta Al\u00e9m da Moda<\/em>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com os benef\u00edcios comprovados da dieta low-carb para mitigar os efeitos da menopausa, muitas mulheres temem que a estrat\u00e9gia aumente o risco de osteoporose, que j\u00e1 est\u00e1 aumentado nessa fase. De acordo com Souto, esse medo encontra suas ra\u00edzes em um mito que diz que dieta low-carb \u00e9 ruim para a sa\u00fade \u00f3ssea, porque estimula o consumo de prote\u00edna, que em excesso acidificaria o corpo e levaria \u00e0 descalcifica\u00e7\u00e3o \u00f3ssea. \u201cNo entanto, diversos estudos sugerem que uma dieta mais rica em prote\u00edna n\u00e3o piora, e sim auxilia na melhora da densidade mineral \u00f3ssea\u201d, explica. Claro, ressalta o m\u00e9dico, n\u00e3o apenas o consumo de prote\u00edna auxilia nesse sentido, como a maior ingest\u00e3o de c\u00e1lcio, que, como visto, n\u00e3o \u00e9 um problema em uma dieta low-carb.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O maior risco que mulheres menop\u00e1usicas e p\u00f3s-menop\u00e1usicas correm ao adotarem uma dieta de baixo carboidrato \u00e9 o mesmo que o resto das pessoas (homens ou mulheres que n\u00e3o est\u00e3o na menopausa), conforme Souto. \u201cH\u00e1 indiv\u00edduos que s\u00e3o magros, fisicamente ativos, metabolicamente saud\u00e1veis, que, ao fazerem uma dieta low-carb, mais especificamente uma dieta cetog\u00eanica (mais restritiva), podem desenvolver altera\u00e7\u00f5es muito significativas no colesterol, que n\u00e3o s\u00e3o interessantes\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, afirma o m\u00e9dico refer\u00eancia em low-carb no Brasil, a maioria das mulheres ap\u00f3s a menopausa n\u00e3o tem essas caracter\u00edsticas (ser magra, fisicamente ativa e metabolicamente saud\u00e1vel). Ao contr\u00e1rio, afirma Souto: grande parte desenvolve sobrepeso, obesidade, resist\u00eancia \u00e0 insulina ou componentes da s\u00edndrome metab\u00f3lica, como gordura no f\u00edgado, press\u00e3o alta, triglic\u00e9rides elevadas, HDL baixo, glicose elevada e at\u00e9 mesmo diabetes e pr\u00e9-diabetes. \u201cMesmo porque a menopausa implica mudan\u00e7as hormonais que propiciam ac\u00famulo de gordura visceral e piora da resist\u00eancia \u00e0 insulina\u201d, explica.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, para a maioria das mulheres na menopausa e na p\u00f3s-menopausa, a dieta low-carb se mostra muito vantajosa, justamente por sua efic\u00e1cia em combater os efeitos nocivos que&nbsp;essa condi\u00e7\u00e3o&nbsp;costuma causar \u00e0 sa\u00fade. As mulheres menop\u00e1usicas e p\u00f3s-menop\u00e1usicas que quiserem adotar uma dieta low-carb devem, grosso modo: dar prefer\u00eancia \u00e0 comida de verdade (tudo que se encontra no a\u00e7ougue, na peixaria e na feira); eliminar o a\u00e7\u00facar (n\u00e3o apenas o refinado, com tamb\u00e9m o a\u00e7\u00facar de frutas, mascavo, demerara, org\u00e2nico etc.); evitar gr\u00e3os (importantes fontes de amido, que costumam ser consumidos em sua forma refinada, estando presentes em boa parte dos alimentos ultraprocessados); e evitar outros alimentos ricos em amido, como arroz.&nbsp;O consumo liberal de prote\u00ednas, saladas e legumes \u00e9 incentivado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre o autor Jos\u00e9 Carlos Souto<\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nascido em Porto Alegre, \u00e9 m\u00e9dico formado pela Universidade Federal do Rio&nbsp;Grande do Sul. \u00c9 urologista, mestre em Patologia pela Universidade Federal&nbsp;&nbsp;de Ci\u00eancias da Sa\u00fade de Porto Alegre e fellow em Patologia Experimental&nbsp;pela Universidade do Alabama, em Birmingham, EUA. Em 2011, seu especial&nbsp;&nbsp;interesse pela interface entre nutri\u00e7\u00e3o e sa\u00fade o levou a criar um blog sobre&nbsp;&nbsp;dietas com baixo teor de carboidratos que se tornou o maior do g\u00eanero no&nbsp;&nbsp;Brasil. Sua capacidade de comunicar temas t\u00e9cnicos para o p\u00fablico o tornou&nbsp;conhecido nas redes sociais. Com mais de 500 postagens nas quais se&nbsp;discutem ensaios cl\u00ednicos e evid\u00eancias, o blog j\u00e1 teve mais de 25 milh\u00f5es de&nbsp;visualiza\u00e7\u00f5es.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Segundo o m\u00e9dico refer\u00eancia em low-carb no Brasil, Jos\u00e9 Carlos Souto, dieta de baixo carboidrato ajuda na diminui\u00e7\u00e3o dos fogachos e no controle do ganho <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/?p=11048\" title=\"Low-carb auxilia na mitiga\u00e7\u00e3o dos sintomas da menopausa\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":7075,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/menopausa.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11048"}],"collection":[{"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=11048"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11048\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11049,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11048\/revisions\/11049"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/7075"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=11048"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=11048"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/correiodoestadobahia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=11048"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}